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Porto Alegre, terça-feira, 11 de dezembro de 2018.
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Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 11/12/2018. Alterada em 10/12 às 22h12min

Projetos polêmicos

Projetos polêmicos como o Refis (programa de regularização tributária) do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e extensão de benefícios a estados estão nas agendas de votações desta semana, que deve, praticamente, encerrar o ano legislativo no Congresso Nacional. Nas últimas reuniões, as comissões já tiveram dificuldades em reunir os parlamentares para votação das pautas pendentes. Alguns, que não se reelegeram, praticamente já chutaram o balde e sequer comparecem para defender seus projetos em votação. Preocupadas com projetos que até podem causar rombos bilionários, equipes do atual e do futuro governos tentam criar "barreiras" para evitar aprovações.
Perigo das 'pautas-bomba'
Recheada de "pautas-bomba", a Câmara dos Deputados deve encerrar as votações da atual legislatura, nesta semana, com a realização de quatro sessões que podem deixar uma fatura salgada para o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Se os projetos forem aprovados, o rombo para os próximos anos pode passar de R$ 47 bilhões.
Presidência da Câmara
Preocupados com o rombo que pode ser causado pela votação das "pautas-bomba", os negociadores do governo e da transição, montam uma força-tarefa, uma missão nada fácil em meio à campanha para a disputada da presidência da Câmara, que acaba contaminando qualquer votação.
Negociadores assustados
Os deputados que têm a missão de negociar com a futura administração do presidente Bolsonaro estão preocupados e assustados, porque, na hora em que se está fechando o governo, há projetos cheios de jabutis (no jargão legislativo, dispositivos que não têm relação com a matéria principal do projeto) e de medidas que acabam prejudicando a população. "Tudo isso depois cai no colo do cidadão", disse o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO), sobre seu novo papel na Câmara, de negociador. O projeto mais polêmico da agenda, que aumenta os gastos, conta com o patrocínio da bancada ruralista, apoiadora de primeira hora de Bolsonaro.
Negociar saída para o imbróglio
O parcelamento das dívidas (Refis) com o Funrural (a Previdência do setor) tem custo estimado de R$ 34 bilhões. Eles tentam também negociar a edição de nova Medida Provisória (MP) para ampliar o prazo de renegociação do passivo do tributo. Como o prazo vence em 31 de dezembro, o setor ganharia tempo, antes de o problema bater no alambrado, para negociar com o futuro governo uma saída para o imbróglio.
Aumento de soldos
Bolsonaro começa a sentir o peso do poder da caneta antes mesmo de subir a rampa do Palácio do Planalto. O presidente eleito viveu os piores dias na última semana, após a vitória. Além de se defender de acusações sobre cheques envolvendo amigos e familiares, está debaixo do fogo cruzado e ainda busca caminhos para um ponto que lhe toca muito, a pressão por aumento de soldos.
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