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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de dezembro de 2018.
Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 10/12/2018. Alterada em 09/12 às 21h43min

A poeira vai baixando

O deputado federal gaúcho Alceu Moreira (MDB-RS) avalia que, no atual cenário político brasileiro, a primeira questão a ser observada "é que nós tivemos uma eleição atípica, e a produção de uma eleição atípica tem que ser levada em consideração dentro desse espaço, de um espaço anormal. Então, quem pensa que a atipicidade se transforma em um cenário permanente, se equivoca; a poeira é levantada pelo caminhão que passa, mas, depois que ele passa, ela vai baixar, e o cenário vai se acomodando no processo".
Recuperar o respeito
Na opinião do parlamentar, tem uma mensagem clara passada pelas urnas. "Elas disseram: 'não quero mais', e isso o Congresso tem que entender. Se eu sou parlamentar, entro em um avião e tenho que tirar o bóton de deputado para não ser reconhecido, alguma coisa está muito errada, porque eu fiz o vestibular no Rio Grande do Sul entre 11 milhões de habitantes para eleger 31, e o povo me elegeu. Tenho que ser motivo de orgulho, de respeito, de representação, e não de vergonha. Então a primeira questão é fazer o Congresso voltar a conversar com a sociedade, recuperar o seu respeito, sua credibilidade."
Direito de discordância
Para Moreira, "nós não podemos nos comportar como culpados de nada. Nós nos elegemos com muito orgulho para representar a nossa gente e temos que, com absoluta clareza, dizer para as pessoas porque estamos fazendo isto. Nós não somos obrigados a concordar com nada". Para o deputado, o Congresso Nacional precisa se transformar no centro de referência dos debates importantes e mais qualificados da sociedade.
Passou o tempo do 'eu acho'
Segundo o emedebista, "o deputado dos dias de hoje não basta ser um líder muito bem articulado, ele precisa ter textos e números fidedignos para mostrar que conhece com profundidade o que trata. Passou o tempo do 'eu acho'. Tem que ter conteúdo". Segundo o parlamentar, os partidos certamente terão de se aglutinar. "Por exemplo, alguém tem dúvida de que o PSL, quando o Bolsonaro estiver começando o governo, já vai ter mais de 60 deputados? Terá. Nós temos aqui um quadro partidário que não exige nenhuma vinculação ideológica, e a pessoa que navega no limo, a única coisa que ela procura é direção. Para ela, qualquer direção está bem-feita. Então, hoje, tem uma direção do governo Bolsonaro, eles vão para o governo Bolsonaro."
São José do Ouro
No momento em que a reforma trabalhista completa um ano, uma característica entre os municípios gaúchos de menor população é que não falta emprego. O prefeito de São José do Ouro Antônio Bianchin (MDB) disse, em Brasília, que as maiores dificuldades estão nos investimentos em infraestrutura e educação. Na avaliação do prefeito, recursos de R$ 1 milhão e meio, neste final de ano, tornariam São José do Ouro um município para se viver melhor. "A nossa economia é baseada, principalmente, na questão da produção primária, que é a soja, o milho e a produção de leite e o comércio que é forte a nível de região", explica Bianchin. Para o prefeito, o grande desafio é atrair uma grande empresa para São José do Ouro. A população, hoje, é de 7.100 habitantes.
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