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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 25/10/2018. Alterada em 25/10 às 01h00min

Posição tranquila, mas alerta

A menos de quatro dias da eleição presidencial, a pesquisa do Ibope/Estadão/TV Globo, divulgada na terça-feira (23) à noite, mostra uma pequena queda, mas dentro do nível de tolerância, do candidato Jair Bolsonaro (PSL). Pode ser observado nos votos válidos (de 59% para 57%), votos totais (de 52% para 50%), na pesquisa espontânea (de 47% para 42%) e rejeição (de 35% para 40%). Assim, a supremacia Bolsonaro já não é uma realidade tão tranquila como parecia. O petista Fernando Haddad não apresentou uma subida significativa, mas tem como ponto positivo uma queda de seis pontos na rejeição. Foi de 47% para 41%. É bastante difícil uma mudança de quadro.
O perigo está na rejeição
A pesquisa traz, nessa reta final da campanha, um alerta para o candidato Bolsonaro, que está numa posição tranquila e lidera com folga. São oscilações que o deixam dentro da margem de erro, pois ele cai dois pontos nos votos totais e tem uma subida nos votos válidos. O que dizem os especialistas é que esses votos não vão para o Haddad, devem se juntar aos brancos. O mais preocupante para Bolsonaro é que a rejeição do candidato do PSL voltou a subir: ele estava com 35% e subiu cinco pontos, foi para 40%. Enquanto isso, a rejeição ao candidato do PT, caiu de 47%, para 41%. Mesmo assim, é uma rejeição alta, mas mostrou uma leve queda. Agora é acompanhar de perto, com olho vivo e pé ligeiro até o final da eleição, no domingo.
Dívidas dos estados
A cobrança da dívida da União com o Estado do Rio Grande do Sul será prioridade do senador eleito Luis Carlos Heinze (PP-RS) ao chegar no Parlamento. Vai trabalhar a forma de encaminhamento da dívida, e a cobrança em cima da Lei Kandir, juntando forças com parlamentares e governadores dos demais estados. Afirmou que o Rio Grande do Sul é hoje devedor da União, mas a União também deve ao Estado. "A gente quer juntar forças. São Paulo, que deve três vezes o que deve o Rio Grande do Sul, a força do Rio de Janeiro, que deve duas vezes a nossa dívida, Minas Gerais que deve uma vez e meia a nossa dívida, Santa Catarina e Paraná, que devem bem menos do que nós, mas também devem e têm a receber. Vamos trabalhar juntos na busca de uma solução."
Negociação Conjunta
O senador eleito quer liderar um movimento de senadores, governadores, deputados federais e deputados estaduais para uma negociação com o governo federal. O parlamentar assinalou que, diminuindo a dívida da União com o Estado, vai sobrar mais dinheiro para pagar o funcionalismo, para investir na segurança pública, na educação e na saúde. "Essas questões é que nós queremos fazer, e por isso essa será a negociação que nós buscaremos quando assumirmos no Senado."
Projetos semelhantes
"No Estado, temos os dois projetos dos candidatos ao Palácio Piratini, do José Ivo Sartori (PMDB) e do Eduardo Leite (PSDB), que são projetos semelhantes, não têm muita diferença. Então lá é diferente, o projeto que ganhar o Estado vai estar bem servido nessa posição. Aqui em Brasília não. Aqui nós estamos contra um projeto e aberto em favor do Bolsonaro, e é o que eu já estou fazendo, percorrendo os municípios, as regiões, e pedindo apoio para o Bolsonaro lá no Rio Grande do Sul", concluiu Heinze.
 
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