Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 16 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 16/10/2018. Alterada em 16/10 às 00h19min

As mágicas dos presidenciáveis

A menos de duas semanas da votação do segundo turno, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) não têm mostrado com clareza suas propostas para as necessárias e impopulares reformas em andamento. O risco do colapso das contas públicas fica cada vez maior. Enquanto isso, os temas discutidos e pouco debatidos estão focados em uma discussão excessiva dos temas morais e fake news. Com isso, não estão sendo trazidas ao debate, com profundidade, as questões urgentes do País, ligadas à economia, e o orçamento fiscal. Com um rombo fiscal de R$ 139 bilhões previsto para 2019, não será fácil fazer mágica.
Superficial até a eleição
Os planos sobre os grandes assuntos são superficiais, e os temas a respeito, evitados pelos dois candidatos. Um veterano funcionário da Câmara dos Deputados que trabalha nas comissões legislativas definiu bem a estratégia dos postulantes à presidência da República: "atuam como mágicos. Distraem com assuntos periféricos e não tocam nos fundamentais como reformas, emprego, ajuste fiscal, déficit público". Isso quer dizer que vão tratar profundamente dessas questões após a eleição, e com pouco tempo para buscar alternativas e tomar as necessárias decisões não populistas.
Cobrança com artilharia pesada
As duas candidaturas ficam debatendo assuntos não tão urgentes e fogem da raia nas questões fundamentais para o País. É o conhecido vai empurrando com a barriga. Mas a hora está chegando, e tão logo o vencedor suba a rampa do Palácio do Planalto, vai ter que mostrar serviço. Aproveitando o tema das armas, o novo presidente vai enfrentar artilharia pesada na cobrança das promessas de campanha.
Dificuldades para Bolsonaro e Haddad
Se, de um lado, Bolsonaro terá dificuldades por não estar disposto a distribuir cargos para formar uma base de apoio no Congresso, de outro, o petista Fernando Haddad teria também dificuldades para enfrentar bancadas mais conservadoras. Apesar da renovação do Congresso Nacional, como muitos parlamentares se elegeram com foco antipetista, já existem correntes penando na pavimentação do caminho para que Fernando Haddad e Jacques Wagner disputem a presidência em 2022.
Sintonia com o Congresso
Outro ponto imprescindível sobre as propostas de mudanças na economia é que tudo tem que passar pelo Congresso, que tem, agora, um novo perfil de parlamentares. Para conseguir algum sucesso nesta missão, os capitães das reformas terão que estar em sintonia fina com os deputados. Nos bastidores, começa a tomar forma um movimento para trabalhar com os novos parlamentares, e os já estão alinhados à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara. O argumento dos defensores da ideia é que o parlamentar carioca, que hoje comanda o Legislativo, não precisaria mudar a sua ideologia para aprovar as propostas de ajuste das contas públicas. A reforma da Previdência também já está na pauta positiva de Rodrigo Maia. Isso facilitaria o trâmite das propostas que têm que ser votadas com urgência.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia