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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de outubro de 2018.
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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 03/10/2018. Alterada em 02/10 às 23h37min

Bolsonaro competitivo de novo

O crescimento nas pesquisas do candidato do PSL Jair Bolsonaro pode ser justificado pela hiperexposição que ele teve durante os atos do fim de semana, independentemente de ela ter sido negativa ou positiva. Quanto mais Fernando Haddad (PT) fica conhecido como candidato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mais ele herda sua rejeição. Bolsonaro volta a ser competitivo no segundo turno e a rejeição a Haddad dispara.
Manifestações ajudam na exposição
Levantamento na internet mostra que as manifestações sejam contra ou a favor a Jair Bolsonaro, no fim de semana, ajudaram na exposição e na alavancagem de intenção de votos nas pesquisas. As buscas pelo "Ele Sim", no Google, por exemplo, foram seis vezes menores do que "Ele Não". Para cada twitter a favor do "Ele Sim", havia dois twitters do "Ele Não", ou seja, o dobro de pessoas protestando contra Bolsonaro em relação a seus aliados. Mesmo assim, especialistas acreditam que a exposição foi positiva e ajudou na prospecção de votos de intenção. Por outro lado, as polícias militares não dão mais as estimativas de números de participantes das passeatas. Com isso, o cálculo fica um pouco comprometido: de um lado, os organizadores inflacionando os números e do outro, os do contra derrubando. Por isso os cálculos ficam contaminados.
Mulheres surpreendem
Na realidade, a última pesquisa do Ibope mostra que Bolsonaro foi para 31% das intenções de voto, crescendo fora da margem de erro; Haddad permaneceu em 21%, parando de crescer. Bolsonaro tem 24% do eleitorado feminino; Haddad tem 20% do eleitorado feminino. Isso mostra, claro, que temos que esperar as outras pesquisas para ver as tendências, mas agora, por mais incrível que pareça, Bolsonaro tem a maior parte de votos das mulheres do Brasil. Isso mais uma vez prova que a população não gosta de ataques diretos, pois os canhões voltados contra o capitão, pelo candidato tucano Geraldo Alckmin (PSDB) que não economizou munição, não está tendo o efeito esperado.
Maior rejeição no segundo turno
Fica claro que a internet criou um cenário que faz com que quem vai para o segundo turno sejam os candidatos com os maiores índices de rejeição. Haddad chega agora a 38%, uma rejeição elevadíssima, muito próxima à de Bolsonaro, que é de 44%. Essa é uma questão que bota os estrategistas para pensar com prudência e muitos cálculos para definir as alianças já em andamento. Se não bastasse isso, na reta final do 1º turno, dirigentes do PT preocupados com o ex-ministro José Dirceu em razão de suas últimas entrevistas, nas quais o petista afirmou que seria uma questão de tempo "para a gente tomar o poder", além de querer retirar o poder de investigação do Ministério Público e de restringir o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) ao de uma Corte constitucional no País.
 
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