Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 13 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 13/09/2018. Alterada em 13/09 às 01h00min

Ciro jogando pesado

Como era de se esperar, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) pegou pesado ontem, na sabatina realizada pelo jornal O Globo, em parceria com o Valor Econômico, que aconteceu algumas horas após a publicação da pesquisa Ibope. Ciro começou dizendo de sua indignação pela substituição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Fernando Haddad e afirmou que o Brasil não aguenta outra Dilma Rousseff, pelo fato de Haddad ter sido apadrinhado por Lula. "Não é assim que vamos sair dessa encalacrada."
Declarações do chefe do Exército
O candidato do PDT foi direto ao falar das Forças Armadas. Ao ser questionado sobre declarações polêmicas recentes do chefe do Exército, general Eduardo Villas-Bôas (gaúcho de Cruz Alta), de que "a legitimidade de novo governo pode até ser questionada", Ciro disse que, na avaliação dele, o comandante tentou "calar as cadelas no cio que estão abaixo dele se animando com a candidatura de Jair Bolsonaro". Sobre a relação com as forças armadas, caso vença a eleição, disse: "Eu mando, e eles obedecem". Para Ciro, Bolsonaro "representa a destruição da nação brasileira". O presidenciável do PDT chamou o vice-presidente na chapa de Bolsonaro, general gaúcho Hamilton Mourão, de "jumento de carga". Disse que Mourão reclamou da declaração na qual o general afirmou que os militares são "profissionais da violência".
Caminhada ao Palácio do Planalto
Nos últimos dias, três pesquisas foram realizadas no calor da caminhada eleitoral ao Palácio do Planalto. As pesquisas feitas por Datafolha e Ibope mostram Bolsonaro na liderança. Isso revela uma candidatura bastante solidificada nos 20 pontos percentuais. Esses números, em tese, o colocam no segundo turno. Queiram ou não, o candidato do PSL tem uma colocação isolada e até confortável no primeiro lugar.
Embolado para a segunda vaga
No Datafolha, fica clara uma disputa embolada pela segunda vaga para buscar o segundo turno. Ciro, Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Haddad subindo. Para o líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, tanto no Datafolha como no Ibope, a rejeição é bastante significativa no segundo turno. Bolsonaro cai dos 44% em que estava para 41% de pessoas que não votariam nele de jeito nenhum. O índice é elevadíssimo, e o reflexo disso é o segundo turno. Bolsonaro aparece mais competitivo com Fernando Haddad, do PT, mesmo assim, com empate técnico. Também com os candidatos de centro a disputa será de foice para o segundo turno. É essa rejeição que deixa o grupo de Bolsonaro com o sinal vermelho, em alerta.
Bolsonaro com Ciro
Para o analista político David Fleischer, Bolsonaro está praticamente garantido no segundo turno. Considera que, como Alckmin não cresceu muito, devem ir para o segundo turno, pela ordem: Ciro Gomes, em primeiro, e Fernando Haddad, em segundo. Para o professor, há praticamente um empate técnico, e ele acredita que o Ciro ganharia de Bolsonaro no segundo turno. Para Fleischer, o mais impressionante é Marina ter caído. "Se você olhar o Datafolha, ela caiu entre as mulheres, o que muita gente estranhou. A rejeição que aumentou para o Bolsonaro foi justamente do grupo que mais o apoiava, os jovens; que foi o que chamou atenção", avaliou o cientista político.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia