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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 12/09/2018. Alterada em 12/09 às 18h06min

Surpresas das pesquisas

EVARISTO S/AFP/JC
A última pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira, surpreendeu. Todos achavam que o atentado a Jair Bolsonaro (PSL), que comoveu o País nos últimos dias, poderia mostrar um reflexo maior na pesquisa. Não ocorreu nas proporções que alguns especialistas e políticos imaginavam. Está certo o cientista político Carlos Melo, que havia anunciado, à coluna, a necessidade de, pelo menos, mais duas pesquisas para avaliar as tendências com maior segurança.
Voto Fiel
O candidato do PSL subiu dois pontos (dentro da margem de erros). Sem dúvida, positiva, pois subiu de 22% para 24%, e o mais importante, consolida o voto espontâneo; sai de 15 e vai para 20%, um voto difícil de mudar. É o voto do Bolsonaro e, possivelmente, nada que aconteça faz esse eleitor mudar: ele é fiel ao candidato.
Assustadora rejeição
O grande problema para os candidatos na eleição deste ano continua sendo os altos índices de rejeição. Nesse item também, a chamada comoção nacional pela agressão, a solidariedade, as imagens fortes do candidato no hospital, não influenciaram como era esperado, e Bolsonaro ainda aparece com 43% de rejeição.
Turbinada de Haddad
Ciro Gomes (PDT), que garimpava alguns votos na praia de Lula, cresceu de 10% para 13%. Já neste primeiro momento, Fernando Haddad (PT) dá uma turbinada, saindo de 4% para 9%. É necessário aguardar as próximas pesquisas, mas pelo que se observa, com uma chancela direta (e sem rodeios) do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a tendência é haver mais um salto positivo.
Marina não entrou no espólio
Tudo indica que quem não conseguiu entrar no espólio dos votos do Lula foi Marina Silva (Rede), que teve uma queda significativa. Os votos do ex-presidente provavelmente serão divididos pelo candidato Haddad e Ciro Gomes.
Repensando estratégias
Geraldo Alckmin (PSDB), apesar do maior espaço de campanha em rádio e televisão, subiu muito pouco, um ponto. Ao longo da semana, inclusive, mudou sua estratégia, que era de ataque direto a Jair Bolsonaro. Com o episódio da agressão de Bolsonaro em Juiz de Fora, parou de atirar contra o candidato do PSL. Mas só as próximas pesquisas, ao longo dos próximos dias (faltam 26 dias para o primeiro turno), devem sinalizar os rumos mais aproximado das tendências de cada postulante à presidência da República. Até lá, expectativa geral para saber quem vai subir a cortejada rampa do Palácio do Planalto.
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