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Porto Alegre, terça-feira, 21 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 21/08/2018. Alterada em 20/08 às 22h07min

Desafio de Rosa Weber

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), a gaúcha Rosa Weber, assumiu o comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o desafio de encontrar uma solução para uma série de ameaças on-line e garantir a legitimidade das eleições de outubro para milhões de brasileiros. Um desafio diferente das eleições tradicionais. A nova formação do tribunal é considerada rígida, segundo especialistas em direito que atuam junto às cortes. Uma enxurrada de perfis falsos, páginas em redes sociais e sites criaram uma estrutura que ameaça a integridade das eleições de 2018. Se não bastassem as fake news, que podem prejudicar a imagem de candidatos, deturpar informações sobre programas eleitorais e induzir o eleitor ao erro, existe o risco de a internet ser invadida por robôs até a votação do primeiro turno, em 7 de outubro. Um bom desafio e muito trabalho para a nova presidente do TSE.
Cota de verba para mulheres
Na eleição de 2018, as mulheres tiveram um grande avanço na busca da igualdade de disputa com os candidatos homens. Mesmo com um posicionamento forte de lideranças femininas de algumas agremiações, os partidos desvirtuam a cota de verba para mulheres. Com a falta de detalhamento da lei que obriga a destinação de 30% do fundo eleitoral para candidatas, legendas executam estratégias polêmicas. Por exemplo, contabilizar com suplentes os recursos exigidos pela Justiça Eleitoral. É o jeitinho, pois estão pendentes de julgamento no TSE duas consultas sobre a possibilidade de usar verba do fundo eleitoral destinado às mulheres para suplência no Senado. A presidente do PSDB Mulher, a deputada gaúcha Yeda Crusius, defende, com vigor, a inclusão de mulheres na suplência. Nunca esquecendo que o voto feminino será decisivo na definição do pleito de 2018.
Candidaturas femininas
Dos 27,4 mil registros de candidaturas, 8,4 mil são de mulheres. As candidaturas femininas nas eleições de outubro chegam a 30,7%. O Centro-Oeste é a região com maior percentual (31,14), seguido da Sudeste (31,02%), do Sul (30,84%), do Nordeste (30,30%) e do Norte (29,75%).
Palácio do Planalto
Pelos números do TSE, 61,7% das candidaturas são para vagas de deputadas estaduais, enquanto 30% são para federais. Com a desistência de Manuela d'Ávila, do PCdoB, que vai disputar o cargo de vice na chapa liderada pelo PT, há apenas duas candidatas à presidência da República: Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU), e 29 para os governos dos estados.
Sentimento de renovação
Na avaliação do cientista político Valdir Pucci, as mulheres também podem simbolizar o sentimento de renovação na política. "A mulher não é identificada pelo eleitor como política tradicional corrupta, ela é muito mais vista como sinal de renovação." Já para o professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), Lúcio Rennó, as mulheres conquistam mais visibilidade, pois estão organizadas e atuantes na defesa de várias causas, como o combate a relacionamentos abusivos e o feminicídio. Segundo o professor da UnB especializado em Direito Eleitoral, Erick Pereira, os avanços nas candidaturas ainda são tímidos para tentar superar a atual sub-representação da população brasileira na Câmara.
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