Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 20 de agosto de 2018.
Dia do Maçom.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 20/08/2018. Alterada em 20/08 às 01h00min

Presença mais forte de Lula

Novamente de fora do debate presidencial na TV, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso desde abril, marcou "presença" forte, no segundo debate presidencial para as eleições de outubro no Brasil, realizado na noite de sexta-feira pela Rede TV. O tucano Geraldo Alckmin colocou na conta das gestões petistas, em diferentes oportunidades, a crise atravessada pelo País. Jair Bolsonaro (PSL) e Álvaro Dias (Pode) dispararam diretamente contra Lula. Enquanto o candidato do PSL chamou o ex-presidente de bandido, o representante do Podemos disse que a insistência em sua candidatura representa um risco para a democracia. "Essa candidatura não existe. Não há como admitir essa vergonha nacional." Não houve surpresas nas duas horas de debate. O momento de maior tensão ocorreu entre Marina Silva (Rede) e Bolsonaro, envolvendo o porte de armas. "Você acha que pode defender tudo no grito e na violência. Nós somos mães, educamos nossos filhos, e você fica ensinando para nossos jovens que podem resolver tudo no grito", disparou Marina. Bolsonaro não deixou por menos. Atacou a candidata por defender a realização de um plebiscito sobre o aborto e a legalização das drogas, apesar de sua fé religiosa.
Descolando de Temer
O presidente da República, Michel Temer (MDB), sem ninguém com disposição para defendê-lo, foi duramente atacado pelos candidatos. Ciro Gomes (PDT) criticou o teto de gastos aprovado na gestão do emedebista; Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que pretende revogar medidas do governo; e Marina questionou a maneira como o Planalto conduziu a greve dos caminhoneiros. Henrique Meirelles, o candidato do MDB, esquivou-se até mesmo de citar o nome de Temer durante o debate. O candidato do partido do presidente e ex-ministro da Fazenda não demonstrou disposição para defender Temer. Em vez disso, Meirelles, que tem o ex-governador gaúcho Germano Rigotto como vice, em diversas ocasiões, recorreu à figura de Lula, valendo-se de quando foi presidente do Banco Central, durante o governo do petista, para demonstrar sua capacidade nas finanças do País. "No governo Lula, criamos mais de 10 milhões de empregos em oito anos. Isso não é falatório, é um fato", comemorou Meirelles, após pergunta de Bolsonaro.
Time dos Sonhos
Meirelles afirmou que a imprensa chamou de "time dos sonhos" a equipe de técnicos escolhidos por ele durante sua gestão no Ministério da Fazenda. O presidenciável Guilherme Boulos bateu, na tréplica, assinalando que, para os milhões de brasileiros desempregados, aquele era o "time dos pesadelos". E acrescentou: "estou junto com sem-teto, com sem-terra. Só não estou junto com sem-vergonha". Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), aproveitou para se explicar, em diálogo com Cabo Daciolo, do Patriota.
Sem grandes emoções
A menos de 50 dias das eleições de outubro, apesar da grande expectativa dos brasileiros, Dias, Daciolo, Ciro, Meirelles, Bolsonaro, Alckmin, Boulos e Marina não conseguiram empolgar os telespectadores. Todos prudentes e se esquivando das bolas divididas. Nada que fizesse o telespectador pular na poltrona. O máximo que conseguiram foi sorriso, ou uma cara feia, levando o eleitor a lembrar dos grandes debates, recheados de conteúdo e coragem, do passado.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia