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Porto Alegre, terça-feira, 24 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 24/07/2018. Alterada em 23/07 às 22h39min

Continuam as incertezas

Carlos Melo, cientista político

Carlos Melo, cientista político


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Os partidos políticos têm até o dia 5 de agosto para realizar suas convenções. Os nomes dos candidatos têm que ser registrados até o dia 15 de agosto, segundo determina o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Todavia, até agora ainda são muitas as questões em aberto quanto as coligações e, principalmente, a definição dos nomes para candidatos à vice-presidência. Os partidos estão em ritmo lento para realizar suas convenções. O PDT já definiu Ciro Gomes, em convenção na sexta-feira; Jair Bolsonaro (PSL) no sábado; e, enquanto isso, o MDB vai realizar sua convenção em 2 de agosto e o PSDB em 4 de agosto. Mas, mesmo os que já realizaram as convenções, ficaram com pendências na escolha do vice-presidente para fechar as coligações. No PSDB, Alckmin fechou acordo com o centrão, o que surpreendeu a muitos. Bolsonaro não deixou por menos: saiu atirando e disse que o tucano reuniu "a nata de tudo o que não presta no Brasil ao lado dele".
Turbulência no processo eleitoral
O cientista político, professor Carlos Melo (foto), do Insper, de São Paulo, faz uma análise da complicada situação, até o momento, dos partidos e candidatos na busca das coligações. Com tudo o que vem acontecendo, é muito difícil prever quais os rumos da campanha eleitoral, nas próximas semanas, que antecipam algumas das principais convenções dos partidos. O que está claro, segundo o cientista político, é que essa eleição é completamente diferente das outras. Com o que tem acontecido nas últimas eleições, muitas coisas mudaram. Por exemplo, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) sumiram do mapa político e se restringem a disputar uma cadeira no Senado, por Minas Gerais, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então líder das pesquisas, está na cadeia. Com isso, há muita turbulência no processo eleitoral.
A incógnita Alckmin
Havia uma incógnita, por exemplo, do que será de Geraldo Alckmin. Ele será candidato ou não por consequência da posição dele nas pesquisas, uma posição muito humilde para quem foi governador de São Paulo e já foi candidato à presidência da República, mas conseguiu com alianças, 50% do tempo de televisão. A princípio, avalia o cientista político Carlos Melo, com esse espaço de TV, ele é um candidato forte se considerado todo o processo que o País tinha antes. Agora, tem o apoio do centrão. "É um bônus ou é um ônus? Nós ainda veremos. É um apoio que, queira ou não, carrega o ônus do governo de Michel Temer (MDB) e também da Lava Jato, em grande medida."
Votos de Lula
Além de Alckmin, deve-se observar também o que será feito da esquerda. O que será feito dos votos que ainda existem em relação ao ex-presidente Lula. E ainda: Lula será candidato? Caso não seja, quem será o candidato do PT? Esse candidato vingará? Como será a relação dele com Ciro Gomes, que tentou ocupar o centro e que, agora, com o recuo do centrão, voltou a buscar o apoio da esquerda? É um processo ainda muito complexo e que deve ser acompanhado e avaliado em detalhes, pois tão próximo do pleito, ninguém tem ainda as respostas necessárias.
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Comentários
Daciur Santos 24/07/2018 11h19min
Quando se fala, das vantagens de candidatos, que tem maior tempo na TV, durante o horário político. Vocês da mídia, dizem e tentam induzir o eleitor, que ele terá vantagens sobre os outros. Acho isso desonesto, pois vocês deveriam esclarecer, que não importa o tempo que, tenha , e sim o histórico do candidato , pois muitos estão ou estiveram, nos noticiários, com suspeitas de corrupção e falcatruas e muitos ainda estão sendo investigados. Ao longo dos anos , percebi , as mentiras do horário