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Porto Alegre, quarta-feira, 27 de janeiro de 2021.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 15h44min, 27/01/2021. Atualizada em 17h13min, 27/01/2021.

Esqueceram os heróis da saúde?

Paulo Fernando Scolari
No início da pandemia de Covid-19, quando todos os estabelecimentos foram fechados e os serviços suspensos, o governo e os órgãos de imprensa preconizavam o “fique em casa”, sendo o confinamento a forma de garantir a saúde coletiva deste vírus avassalador.
No início da pandemia de Covid-19, quando todos os estabelecimentos foram fechados e os serviços suspensos, o governo e os órgãos de imprensa preconizavam o “fique em casa”, sendo o confinamento a forma de garantir a saúde coletiva deste vírus avassalador.
Os trabalhadores da saúde receberam homenagem de todos os setores da sociedade pela brava tarefa de colocar a sua vida em risco, atuando em contato com o vírus que promove uma verdadeira mortandade mundial. No hospital, chegavam mimos de todos os tipos, patrocinados por empresas e pela população em comoção e agradecimento a estes profissionais, que arriscam a própria vida para receber e tratar os pacientes contaminados.
Chegou-se ao ápice destas manifestações com a transmissão ao vivo de imagens mostrando pessoas de todos os cantos do Brasil, indo às janelas de suas residências, promovendo uma salva de palma coletiva aos “heróis da saúde. Passados alguns meses, estas manifestações se tornaram escassas e, hoje, praticamente não se fala mais nestes abnegados profissionais.
Com a chegada da tão propagandeada e disputada vacina, imaginava-se que os heróis da saúde estando há quase um ano na linha de frente no enfrentamento do vírus , fossem os beneficiados com o primeiro lote de imunizantes, para continuar desempenhando sua atividade de alto risco.
Para meu espanto, o nosso hospital foi informado que deveria indicar o quantitativo de colaboradores que estariam atuando diretamente nas áreas Covid para receberem a imunização.
Isto representa apenas uma pequena parcela dos trabalhadores da saúde. Todos os que adentram no estabelecimento durante a jornada de trabalho estão sujeitos ao contato com o vírus e na iminência da contaminação.
Fazer a opção por vacinar, neste momento, outras partes da população que são de risco, mas que podem se manter isoladas e com os cuidados necessários para evitar o contato com o vírus, em detrimento daqueles que diariamente trabalham em instituições de saúde e vulneráveis à contaminação, nos parece uma política equivocada e que deve ser repensada.
É chegada a hora de valorizarmos os nossos verdadeiros “heróis da saúde”, com um tratamento digno e de reconhecimento por expor a sua vida para salvar a de seus pacientes.
Diretor Geral do Hospital Restinga e Extremo-Sul
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