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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de outubro de 2020.
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Jornal do Comércio

Porto Alegre,
segunda-feira, 05 de outubro de 2020.
Notícia da edição impressa de 05/10/2020.
Alterada em 04/10 às 20h38min

Quero sair da casa dos pais

ARQUIVO FOLHAPRESS/ARTE JC
ARQUIVO FOLHAPRESS/ARTE JC
Planejadora financeira CFP 
Sair da casa dos pais é uma decisão difícil, importante, que envolve diversos fatores que precisam ser considerados.
A motivação pode ser a de conquistar mais espaço, mais liberdade e privacidade; estudar em outra cidade; morar junto com a pessoa com quem mantém um relacionamento sério. Seja qual for sua motivação, pense muito antes de tomar essa decisão.
Qualquer que seja a razão, a mudança requer muito planejamento emocional e financeiro. Na casa dos pais, a liberdade é menor, afinal eles ditam as regras da casa e dos filhos, enquanto acreditarem que os filhos não são maduros e responsáveis o suficiente para tomarem suas próprias decisões.
Em compensação, os benefícios são muitos: segurança, aconchego, acolhimento, além das coisas práticas como casa, comida e roupa lavada.
Quanto custa sair da casa dos pais? Um bom planejamento financeiro vai ajudar a responder essa pergunta. Organize uma planilha com as despesas que passarão a ser suas a partir do dia em que puser os pés fora da cada dos pais, com mala e cuia.
Moradia: A primeira e talvez maior despesa será a de moradia. Entre pagar aluguel ou a prestação de um financiamento imobiliário, recomendo ficar com a primeira opção. Ainda é cedo para se amarrar em um financiamento de 20 ou 30 anos, muita coisa pode mudar. Procure alugar um imóvel pequeno, se possível localizado no mesmo bairro da universidade ou do trabalho.
Lembre-se de incluir, nesse item, condomínio, IPTU, contas de água e luz.
Manter a casa e as roupas limpas dá trabalho e custa dinheiro. Pense em como pretende se organizar nesse sentido e inclua no orçamento as despesas correlatas.
Transporte: esqueça o sonho de ter um carro, se é que você tem esse desejo. Ter e manter um carro custa uma pequena fortuna, tão grande ou maior do que o da moradia. Não vale a pena enfrentar esses dois desafios ao mesmo tempo.
Aprenda a viver sem carro e suas finanças vão prosperar. Use transporte público, bicicletas ou caminhe, se você tiver a sorte de morar, estudar e trabalhar em locais próximos.
Educação: se você conseguiu uma vaga em escola pública, parabéns, representa uma boa economia para o seu orçamento. Se a vaga é em uma escola privada, tente uma bolsa de estudos para reduzir esse custo. Dependendo da sua área profissional, investigue a possibilidade de trabalhar em uma empresa que pode bancar o custo total ou parcial de seus estudos.
Alimentação: aqui o segredo é cozinhar em casa e reduzir as refeições fora e pedidos de entrega. Marmita e lanches feitos em casa e refeitório no trabalho, se disponível, serão seus aliados. Além de mais saudável, reduzir as despesas nesse item do orçamento abre espaço para outras gastos sobre as quais você não tem controle.
Comunicação: telefone móvel e internet não podem faltar. Identifique um plano que seja adequado ao seu uso e às suas finanças.
Lazer: diversão fora de casa custa caro. Procure se reunir em casa ou na casa de amigos, rachando as despesas; deixe os exageros para quando, e se, houver dinheiro para isso.
Se ao concluir o planejamento financeiro a constatação for a de que ainda não tem dinheiro suficiente para dar esse passo, avalie as alternativas: continuar morando com os pais por uns tempos, compartilhar a casa e as despesas com um colega de estudo ou trabalho, aceitar a ajuda financeira dos pais ou avós que, além de muito amor, tenham condições de oferecer esse suporte financeiro.
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