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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 29 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 29/07/2020.
Alterada em 28/07 às 21h28min

Pauta verde para ontem

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Empreendedor, fundador do Grupo ABC
O Made in Brazil está sob ataque no momento em que uma pandemia redesenha o mundo e o comércio global. Comunicação, sozinha, não resolve produto. Mas o Brasil tem excelentes atributos, e excelentes atributos resolvem produto.
Uma narrativa sobre o Brasil, neste momento, poderia ser a de que o nosso agronegócio, diante das dificuldades imensas de produção do mundo, entrou em campo com a maior produção da história. Com eficiência e resiliência, seguimos a alimentar o mundo nesta hora de tanta precisão, obrigado.
Mas a narrativa dominante não é essa, longe disso. Estamos recebendo críticas e ameaças de boicote cada vez mais concretas. Cresce a percepção de que somos um país que, para ser produtor, precisa ser predador; para alimentar o planeta, precisa destruir o planeta. E isso não é verdade.
Somos potência agropecuária pela força do empreendedor rural brasileiro aliada à força da agrociência brasileira, liderada pela Embrapa.
Mas os números do desmatamento estão aí, irrefutáveis. E, embora o desmatamento criminoso e assustador visto na Amazônia não tenha ligação com a imensa maioria de nossa produção, não é difícil associá-los, já que a devastação da floresta abre muitas vezes caminho para algum tipo de atividade agropecuária e extrativista.
Comunicação não resolve produto. Podemos dizer que nosso agronegócio respeita regras ambientais mais exigentes que as de concorrentes. Podemos dizer que a enorme produção brasileira é em geral rastreável e legal. Mas não podemos negar as imagens e os dados que aparecem nas pesquisas dos institutos dedicados a essa medição.
As queimadas não representam o agronegócio brasileiro que alimenta o mundo, mas elas alimentam as teses conspiratórias de nossos concorrentes globais, que colocam todos os produtores no balaio dos criminosos ambientais.
Antes, a Amazônia ficava na Amazônia. Hoje, ela fica no mundo. O que o Brasil está fazendo ou não fazendo na região tem impacto tremendo na cadeia inteira de produtos brasileiros. O mundo não está com boa vontade com o Brasil. Por n motivos. Precisamos trabalhar nisso.
Se estamos fazendo o que o mundo acredita que estamos fazendo, precisamos parar já. Se não estamos, é melhor ajustar a comunicação. Porque isso afeta a maneira com que as pessoas veem a nossa carne, a nossa soja, o nosso país.
Para termos condições de começar a enfrentar esse grande inimigo, é preciso produzir (e comunicar) fatos novos capazes de se sobrepor a medidas recentes que, segundo estudiosos do assunto, podem estimular os depredadores da floresta.
O problema do meio ambiente do Brasil está sufocando o ambiente de negócios do Brasil. Gestores de fundos globais bilionários ameaçam não investir mais no país se não melhorarmos nossa pegada ambiental.
Alertados e preocupados, presidentes-executivos de grandes empresas brasileiras, craques de gestão, avisaram ao governo que, no século 21, gestão ambiental e gestão empresarial são inseparáveis. Presidentes-executivos dos principais bancos brasileiros escreveram artigo se posicionando nessa linha também.
É possível fazer desse limão uma limonada. O Brasil deve ser uma potência verde pela sua natureza e por vocação. A economia verde é a economia do futuro. Não vamos perder mais essa oportunidade.
Comunicação não é o que a gente diz, é o que os outros entendem. Os outros, neste caso, são o mundo. E o mundo precisa acreditar que o Brasil não precisa destruir a Amazônia para se desenvolver. Ele precisa preservar a Amazônia para se desenvolver.
Precisamos de uma pauta verde para ontem.
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