Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 30 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre, segunda-feira, 30 de março de 2020.
Notícia da edição impressa de 30/03/2020.
Alterada em 29/03 às 21h24min
COMENTAR | CORRIGIR

Dúvida cruel

{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/10/14/206x137/1_marcia_dessen-8871117.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5da4d85e7a859', 'cd_midia':8871117, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/10/14/marcia_dessen-8871117.jpg', 'ds_midia': 'Opinião Econômica - Marcia Dessen', 'ds_midia_credi': 'ARQUIVO FOLHAPRESS/ARTE JC', 'ds_midia_titlo': 'Opinião Econômica - Marcia Dessen', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '533', 'align': 'Left'}Planejadora financeira CFP (Certified Financial Planner), autora de "Finanças Pessoais: o que fazer com meu dinheiro"
{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/10/14/206x137/1_marcia_dessen-8871117.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5da4d85e7a859', 'cd_midia':8871117, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/10/14/marcia_dessen-8871117.jpg', 'ds_midia': 'Opinião Econômica - Marcia Dessen', 'ds_midia_credi': 'ARQUIVO FOLHAPRESS/ARTE JC', 'ds_midia_titlo': 'Opinião Econômica - Marcia Dessen', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '533', 'align': 'Left'}Planejadora financeira CFP (Certified Financial Planner), autora de "Finanças Pessoais: o que fazer com meu dinheiro"
As pessoas continuam perguntando o que fazer com os investimentos, e, antes de delinear algumas hipóteses, quero deixar claro que não cabe a mim e a ninguém decidir o que outros devem fazer.
Vamos organizar os pensamentos e os sentimentos de tal forma que cada um possa avaliar em que contexto se encontra e decidir, por conta própria, o que fazer.
Transferir a terceiros uma decisão que é nossa nos permitirá responsabilizar alguém por uma decisão equivocada, no futuro. Se errarmos, teremos tomado a decisão que pareceria ser a melhor, com base nas informações que detínhamos quando a decisão foi tomada.
Quem já resgatou ou está propenso a resgatar aplicações com desempenho negativo descobriu que não tem tolerância a perdas e assumiu riscos que não deveria ter assumido.
A dor aumenta quando transferimos para o patrimônio como um todo a percepção de perda que, de fato, incide sobre parte do capital investido.
Calcule o tamanho real da perda antes de decidir. Suponha que o total de seus investimentos seja R$ 100 e que R$ 40 (40%) estejam em uma aplicação que registra perda de 15%. Entenda que essa desvalorização não alcança todo o seu dinheiro, mas apenas parte dele.
Os R$ 40 investidos valem agora R$ 34. Os R$ 60, protegidos em aplicações conservadoras, não foram atingidos. Assim, o valor de mercado da carteira é R$ 94, desvalorização de 6% sobre o total. Esse é o tamanho da perda em números.
Agora dimensione o valor da sua dor, da angústia, do estresse que essa perda provoca. Você pagaria R$ 6 para se livrar desse sofrimento? Voltar a dormir tranquilo, deixar de se preocupar com o vaivém do mercado, vale R$ 6? Esse é o preço, avalie se vale a pena pagar para parar de sofrer. E reflita sobre o aprendizado dessa experiência.
Muitos, embora aturdidos com os acontecimentos, não farão nada, cientes de que o risco não era desejado ou esperado, mas era possível, quando se trata de aplicações mais arriscadas. O sentimento não é de dor, não há sofrimento, só apreensão em relação ao futuro.
Quem decide esperar tem a avaliação de que o objetivo do investimento é de longo prazo e que a expectativa de retorno superior ao da taxa de juros virá, com o tempo.
Liquidez? Não é necessária, a reserva financeira para emergências está onde deveria, em aplicações conservadoras, com liquidez diária, que pagam a baixa, mas sempre positiva, taxa básica de juros. Outro cenário, outro nível de estresse, uma decisão provavelmente diferente do exemplo anterior.
Alguns investidores, mais racionais, e mais propensos ao risco, provavelmente irão explorar oportunidades e fazer (ou não) alguns ajustes na carteira.
No segmento da renda fixa, alongar o prazo dos títulos de taxa prefixada, por exemplo, vender títulos curtos, próximos ao vencimento e comprar títulos mais longos que estão pagando taxas atrativas e serão valorizados quando a taxa de juros de longo prazo cair.
Tem consciência de que a taxa pode subir mais e a recuperação pode levar muito tempo, razão pela qual pretende investir recursos que podem esperar a data do vencimento, se o pior cenário acontecer.
Na renda variável alguns irão recompor o percentual investido em ações para se beneficiar da alta dos preços quando ocorrer ou comprar ações que sofreram perdas exageradas, especulando que o mercado irá corrigir essa distorção.
A decisão de cada um de nós depende fundamentalmente do tamanho da dor que sentimos perante a percepção de perda. Não tem certo ou errado, mas a decisão mais adequada para recuperar o equilíbrio e o bem-estar.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia