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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 11/11/2019.
Alterada em 10/11 às 21h40min
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O juro caiu, e a vida segue

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Planejadora financeira CFP (Certified Finantial Planner), autora de "Finanças Pessoais: o que fazer com meu dinheiro")
Juros de 5% ao ano, e agora, o que fazer? Muita calma nessa hora. A taxa de juros é um fator externo que, isoladamente, não determina o que fazer. Deve ser avaliado em conjunto com os relevantes fatores pessoais: seu momento de vida, aceitação ou aversão a risco, grau de conhecimento dos ativos financeiros, se está em fase de investimento ou desinvestimento, entre outros.
Ninguém que investiu em renda fixa a vida toda se transforma em investidor de risco da noite para o dia só porque a taxa de juros caiu. Quem é conservador, quem não aceita a menor possibilidade de perda, vai continuar investindo em renda fixa, conservadoramente, como sempre fez.
A depender da idade, do nível de conhecimento, do perfil e do objetivo de investimento, o discurso insistente de sair da renda fixa e migrar para aplicações mais arriscadas não faz nenhum sentido.
Quem está na fase de desinvestimento, por exemplo, vivendo do capital acumulado no passado para complementar sua renda, precisa preservar o capital - vou repetir, preservar o capital -, mantendo aplicações com o menor risco possível.
Como o rendimento caiu, deve refazer o planejamento financeiro e calcular quanto poderá resgatar mensalmente para que o capital não se esgote antes do tempo.
Se o capital for suficiente para prover renda vitalícia, a vida segue. Se os cálculos apontarem que o capital se esgota antes do tempo necessário, será preciso ajustar a outra ponta do orçamento - a das despesas -, além de explorar outras alternativas de renda.
A redução dos juros vem acontecendo há vários meses, mas, agora, parece que o mundo vai acabar. Dizer que a renda fixa acabou (não acabou) e que a poupança vai perder para a inflação (muitas aplicações vão) são argumentos que podem induzir pessoas ao erro de tomar decisões precipitadas e equivocadas. A diferença entre a queda recente dos juros e as anteriores é que o juro real (acima da inflação) da poupança e das aplicações tradicionais de renda fixa se aproximou de zero. Selic de 5%, rentabilidade de 3,5% (70% da Selic), IPCA de 3,60%, segundo projeções do Banco Central (ainda estimativa), significa que o rendimento apenas repõe a perda inflacionária.
Não pretendo minimizar o impacto, mas colocar as coisas na perspectiva de quem está vivendo um dilema, sendo bombardeado, assediado, dia sim e outro também, a tirar o dinheiro de aplicações conservadoras, sair da sua zona de conforto.
O convite para migrar para investimentos de risco foca apenas os fatores externos (queda dos juros) e ignora os fatores pessoais, e mais importantes: o objetivo do investimento e o conhecimento, a vivência do investidor com aplicações mais arriscadas e o tempo.
Reduzir o custo de investir é mandatório, ganhar mais sem correr mais risco, pagar menos para investir, argumento válido para todos os investidores, sem exceção. Aumentar o risco, mesmo que de forma planejada e diversificada, pode não ser adequado ou recomendado para muitos investidores.
Se você é conservador e sempre investiu em renda fixa, talvez nunca seja um investidor mais arrojado. E não tem nada de errado com isso. Deixe o risco para quem pode, quem conhece e tem tempo para recuperar eventuais perdas.
Se você é jovem, está formando patrimônio, aceita risco em busca de maior retorno, tem o tempo a seu favor, diversificar com dose maior ou menor de risco pode ser uma boa estratégia.
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