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Opinião Econômica: Nizan Guanaes
Nizan Guanaes

Opinião Econômica

Edição impressa de 24/04/2019. Alterada em 23/04 às 22h26min

Contém conteúdo

Nesta era da comunicação total, de acesso a tudo por todos o tempo todo em qualquer lugar, o conteúdo, que já era rei, virou imperador. E quem mais expande as fronteiras desse império sem fronteiras são os serviços de streaming, tanto ao vivo quanto a qualquer hora.
Bill Gates, o gênio fundador da Microsoft, sempre enxergou longe. E escreveu, no pré-histórico ano de 1996, um artigo para o site da sua empresa intitulado "Content is King". Entre várias pérolas prescientes, Gates profetizou: "Conteúdo é de onde espero que venha boa parte do dinheiro a ser gerado pela internet".
A visão de Bill Gates sobre conteúdo já era bastante ampla naquela época, envolvendo serviços, entretenimento e informação. E, ao olharmos as novas indústrias vitoriosas neste século 21, conteúdo é parte fundamental a sustentar seu sucesso.
Esses pensamentos ressurgiram na minha cabeça quando vi os resultados da Netflix no primeiro trimestre deste ano. O serviço de produção e distribuição de conteúdo audiovisual conquistou 9,6 milhões de novos assinantes no período, o maior ganho trimestral da empresa californiana desde que ela lançou seu serviço de streaming, 12 anos atrás.
A Netflix agora tem 149 milhões de assinantes espalhados pelo mundo, com o Brasil sendo um de seus maiores mercados.
E, embora haja um mundo novo sendo criado todo dia em pequenas salas e grandes cabeças espalhadas pelo planeta empreendedorismo, algumas regras parecem perpétuas, como a lei básica da oferta e procura. Há demanda, cria-se oferta.
Todos os grandes players de tecnologia e conteúdo, no Brasil e no mundo, estão implementando ou incrementando seus serviços de streaming para competir com a disruptiva Netflix e oferecer ao público sedento por conteúdo cada vez mais conteúdo.
Disney e Apple já anunciaram investimentos bilionários em plataformas de streaming poderosas, com programação tão diversa como grandes campeonatos de esportes e desenhos animados de Mickey Mouse e sua turma.
Reed Hastings, que fundou a Netflix em 1997 para competir com as então populares videolocadoras, entregando DVDs na casa das pessoas, deu boas-vindas à competição no streaming, como bom capitalista que é.
"A boa competição nos faz melhorar. Já há muita competição, o que é ótimo para os consumidores e estimulante para nós", disse ele na conferência de resultados de sua empresa, cuja receita cresceu 22% no primeiro trimestre, atingindo US$ 4,5 bilhões.
Os resultados líquidos, porém, não mostraram essa exuberância toda, pois Hastings, como bom capitalista que é, está investindo toneladas de dólares no que realmente faz sua empresa voar: a produção de conteúdo exclusivo diversificado e qualificado.
E como fica o marketing nesse oceano de conteúdo? Onde sempre esteve: ajudando as empresas e as organizações a se relacionar com seus clientes - afinal, o cliente também é rei.
A revolução digital abriu e ampliou de forma exponencial o canal de comunicação das empresas e organizações com seus públicos. E essa comunicação é basicamente conteúdo, que precisa ser pensado de formas absolutamente novas pelos profissionais que melhor entendem essa relação: os profissionais de marketing.
O marketing está mudando. Viva o novo marketing. Que tende a ser menos propaganda e mais conteúdo. Menos compre e mais informação, entretenimento, educação - mais conteúdo. É a transição do "storytelling" para o que chamo de "storydoing".
Como já diziam os existencialistas, a existência precede a essência.
Empreendedor, fundador do Grupo ABC
 
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