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Porto Alegre, terça-feira, 20 de novembro de 2018.
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Opinião Econômica: Nizan Guanaes
Nizan Guanaes

Opinião Econômica

Edição impressa de 20/11/2018. Alterada em 19/11 às 22h42min

O futuro da comunicação

Eu sou otimista. Sempre fui. A comunicação, minha área de atuação há quatro décadas, mudou completamente nos últimos anos.
Grandes players sumiram, grandes players surgiram, alguns grandes até demais. E grandes players permaneceram grandes players porque souberam compreender que a demanda por comunicação não diminuiu nos últimos anos. Ela aumentou vertiginosamente.
A comunicação sempre foi o software mais básico da humanidade. A espécie humana se tornou humanidade por meio da capacidade individual e coletiva de expressar pensamentos e emoções das mais diversas formas.
Por isso, maior capacidade de comunicação determina maior capacidade humana de se organizar e produzir. Está claro, também, que, muitas vezes, toda essa capacidade de se comunicar, organizar e produzir é usada de forma devastadora.
Mas, mesmo com esse histórico terrível de devastações, mesmo em meio a tantas fake news e polarizações também fakes, eu fico com visões otimistas e baseadas em fatos, de pensadores como Peter Diamandis e Steven Pinker, que mostram, com dados verificáveis e incontestáveis, como a humanidade vive muito melhor hoje do que ontem, de acordo com praticamente todas as medidas objetivas relevantes.
E, eles argumentam, ainda estamos prestes a realizar descobertas espetaculares potencializadas pelas novas tecnologias, que podem trazer mais prosperidade e bem-estar às pessoas.
Na comunicação, também vemos essa evolução.
Um profissional que começa hoje sua carreira tem, diante de si, ferramental prático extraordinário, inimaginável poucos anos (ou meses!) atrás. Ele tem acesso a públicos, informações e referências de fontes infinitas e pode criar peças de comunicação em plataformas exponenciais que rumam ao infinito, com uma variedade de conteúdos, formatos e custos tão grandes quanto as variedades de público-alvo.
Há espaço para todos nesse universo encantado da comunicação, a verdadeira linha de transmissão da humanidade.
Só não dá para continuar fazendo mais do mesmo. A zona de desconforto é a nova zona de conforto. Mas sem desespero. Novos titãs do capitalismo global, como Google e Facebook, consolidaram seu poder na base da boa e nova propaganda.
O Facebook, mesmo com todas as crises dos últimos tempos, deve faturar US$ 21 bilhões neste ano com publicidade só no mercado digital norte-americano, uma alta de 17% em relação ao ano passado.
O Google deve faturar cerca de US $ 40 bilhões com publicidade no maior mercado do mundo, alta de 15% em relação a 2017.
Mesmo na Amazon, a terceira empresa mais valiosa do mundo, a boa e nova publicidade também vem chamando a atenção dos analistas nos seus balanços.
Embora represente ainda parcela pequena do faturamento anual da Amazon, as receitas com publicidade cresceram mais de 100% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo US$ 2,2 bilhões.
Ainda é pouco perto das estimativas de faturamento de quase US$ 240 bilhões da Amazon previstos para este ano, mas seu crescimento é revelador.
Vejo muita gente preocupada com as ameaças da era digital. Essa preocupação é muito pertinente. Mas deve ser também estimulante. Esse coelho não volta mais para a cartola. É melhor celebrar a nova era da comunicação do que lamentá-la. Devemos lutar para mudar o que precisa ser mudado e seguir em frente. Afinal, o futuro sairá de nossas cabeças.
Publicitário, fundador do Grupo ABC
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