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Porto Alegre, quarta-feira, 02 de setembro de 2020.
Dia do Repórter Fotográfico.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 02 de setembro de 2020.

Alterada em 02/09 às 21h13min

O que significa a vida humana

Por Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e primeiro-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Por Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e primeiro-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
 
A vida é dom e compromisso! É inerente ao ser humano desejar vida e vida em plenitude. Contudo, é sempre necessário buscar compreender o que significa viver.
Usualmente, imaginamos que porque vivemos, já sabemos o que é a vida. E a partir desse pressuposto nos consideramos aptos a edificar e determinar todo relacionamento com as coisas, as pessoas e o mundo.
Sentimo-nos seguros de nosso entendimento do que é viver e aptos a construir interpretações a respeito do modo de ser da vida até dos outros. A certeza manifesta-se tão vigorosa que alimentamos a certeza de distinguir o vivo do morto. Todavia não sabemos o que é o modo de ser da vida e nem em que consiste a essência da morte. Nesta situação, esperamos que a biologia, a sociologia, a psicologia, a antropologia, a neurociência etc. nos digam o que é a vida e em que consiste viver.
Ora, a vida emerge e surge para depois eclodir, abrindo-se e se transformando para depois novamente retrair-se na morte.
Por trás dos discursos seguros de seus argumentos em torno da vida e do viver, da liberdade e da dignidade humana, uma questão essencial é murmurada: mas o que é precisamente o ser humano? Em que consiste o humano do ser humano? O que determina a dignidade do ser humano, inviolável ontem, violável no presente?
Verdade é que o “homem se tornou perigoso para si mesmo, pondo em risco a própria vida que o carrega e a própria natureza em cujo abrigo ele outrora recortava o recinto de suas cidades” (P. Ricoeur). Se até recentemente o ser humano era considerado um ser político, agora, ao que tudo indica, ele tornou-se um ser em cujo agir político sua própria vida de ser vivo se encontra ameaçada. Tal situação está conduzindo-o à perda da serenidade das coisas e o sentido para o mistério. Na regência dessa dupla perda, tudo passa a ser permitido e aceito, e os princípios do bem e do mal se tornam relativos. Neste âmbito, a desolação elimina as possibilidades de criar, extinguindo as virtualidades de toda criação. Tudo se torna produto e mercadoria.
É, porém, salutar recordar que o humano da pessoa é um constante emergir. A identidade humana está sempre presente em cada estrutura, desde a concepção. Desde este instante é em si indiviso, mas distinto de qualquer outro ser. É nesta elaboração singular que reside o concreto em todo e de todo indivíduo.
O autêntico desejo de promover a vida não pode não guiar-se pela defesa e promoção intransigente do “que já sempre era ser” (quod quid erat esse - Boécio).
 
Arquidiocese entrega cestas básicas arrecadadas em campanha - A Arquidiocese de Porto Alegre fez uma transmissão ao vivo no dia 28 de agosto durante a entrega de 200 cestas básicas arrecadadas na Campanha Emergencial, promovida pela Arquidiocese de Porto Alegre e Mensageiro da Caridade. De 21 de julho a 13 de agosto, a Campanha “A doação de uma ‘cesta’ é uma forma ‘básica’ de amar” arrecadou R$ 7.655,00, o equivalente a 153 cestas básicas. Se quiser assistir como foi a entrega das cesta clique no link: https://bit.ly/2Z0NaXI
 
Novo Núncio Apostólico para o Brasil - O Papa Francisco nomeou, no final de agosto, o novo núncio apostólico para o Brasil. Trata-se de dom Giambattista Diquattro, arcebispo titular de Giromonte, até agora núncio apostólico na Índia e Nepal. Giambattista Diquattro nasceu em Bolonha, Emília-Romanha, Itália, em 18 de março de 1954. É arcebispo, diplomata, teólogo e canonista. Foi ordenado sacerdote em 1981. Recebeu seu mestrado em Direito Civil na Universidade de Catânia, e doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma e mestrado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma. Entrou para o Serviço Diplomático da Santa Sé em 1º de maio de 1985, e serviu em missões diplomáticas nas representações pontifícias na República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Chade, nas Nações Unidas em Nova York, e mais tarde na Secretaria de Estado do Vaticano, e na Nunciatura Apostólica na Itália. O Papa João Paulo II o nomeou núncio apostólico no Panamá em 2 de abril de 2005. Bento XVI o nomeou núncio apostólico na Bolívia em 21 de novembro de 2008 e em 21 de janeiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou Núncio Apostólico na Índia e no Nepal.
 
Papa pede oração e respeito ao meio ambiente - Francisco, no vídeo de intenção de oração para o mês de setembro, faz um apelo ao cuidado da Criação “hoje, não amanhã, hoje” e “com responsabilidade”. Enquanto pede oração para que os recursos do planeta “não sejam saqueados, mas partilhados de forma justa e respeitosa”, denuncia o enriquecimento de países e empresas com a exploração de dons naturais, gerando uma “dívida ecológica”: “quem pagará essa dívida? Estamos espremendo os bens do planeta. Espremendo-os, como se fosse uma laranja. Países e empresas do Norte enriqueceram explorando dons naturais do Sul, gerando uma ‘dívida ecológica’. Quem pagará essa dívida? Além disso, a ‘dívida ecológica’ é ampliada quando multinacionais fazem fora de seus países o que elas não têm permissão para fazer nos seus. É ultrajante. Hoje, não amanhã, hoje, temos que cuidar da Criação com responsabilidade. Rezemos para que os recursos do planeta não sejam saqueados, mas partilhados de forma justa e respeitosa. Não ao saque, sim à partilha.” O convite para cuidar da Criação “hoje, não amanhã, hoje” e “com responsabilidade” foi feito na segunda-feira (31), véspera do Dia Mundial de Oração pela Criação; no âmbito do #TempoDaCriação, celebrado de 1º de setembro a 4 de outubro; e no 5º aniversário da Laudato si'. A campanha pelo cuidado da Criação, além do novo Vídeo do Papa, com a intenção de oração de Francisco confiada a toda Igreja por meio da Rede Mundial de Oração do Papa (que inclui o Movimento Eucarístico Jovem - MEJ), também reúne o trabalho de várias ONGs, buscando a transformação social e procurando melhorar a vida dos mais desfavorecidos. Um exemplo para a desproporção dos recursos, segundo relatórios internacionais, é que quase um bilhão de pessoas vão dormir com fome todas as noites. Isso acontece não porque não haja comida suficiente para todos, mas por causa da profunda injustiça na maneira como a comida é produzida e distribuída. Entre as causas estão: o aumento do poder empresarial na produção de alimentos, a crise climática e o acesso injusto aos recursos naturais, o que afeta a capacidade das pessoas de cultivar e comprar alimentos. A exploração de recursos naturais não-renováveis, incluindo o petróleo, o gás, minerais e madeira, tem sido frequentemente identificada como um dos fatores desencadeadores, impulsionadores ou sustentadores de conflitos violentos em diferentes partes do mundo.
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