Porto Alegre, terça-feira, 23 de novembro de 2021.
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Minuto Varejo

- Publicada em 23/11/2021 às 19h06min.

Supermercados terão leve queda nas vendas de fim de ano, aponta Agas

Associação estima venda de 5 milhões de garrafas de espumante e 4 milhões de panetones

Associação estima venda de 5 milhões de garrafas de espumante e 4 milhões de panetones


ANDRESSA PUFAL/JC
Patrícia Comunello
A inflação que a cada mês cavalga mais de um ponto para cima vai azedar as vendas de fim de ano do varejo supermercadista. A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) espera crescimento nominal de 8% frente ao mesmo período de 2020, ainda no calor da pandemia. Como o IPCA não deve baixar de 10% em 12 meses, o desempenho, depois de estourar as espumantes, vai ser negativo para o caixa dos negócios. 
A inflação que a cada mês cavalga mais de um ponto para cima vai azedar as vendas de fim de ano do varejo supermercadista. A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) espera crescimento nominal de 8% frente ao mesmo período de 2020, ainda no calor da pandemia. Como o IPCA não deve baixar de 10% em 12 meses, o desempenho, depois de estourar as espumantes, vai ser negativo para o caixa dos negócios. 
O IPCA fechou em outubro em 10,67% para 12 meses e em 8,24% no ano.
A Agas admite que vai ter uma leve queda na receita, mas o volume físico deve repetir o ano passado, informa a entidade. O que deve ser verificado o efeito migração, que vem ocorrendo ao longo do ano. Famílias de renda mais baixa, que são as que mais sofrem o dano da alta de preços e que usam boa parte do dinheiro em alimentação, buscam categorias de produtos mais em conta.
Mesmo essa substituição, já teria se esgotado, sugeriu o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, nesta terça-feira (23), na divulgação das marcas preferidas do setor que estão no Carrinho Agas.
"O consumidor migrou da carne pura de gado para a com osso, do frango para o suíno, do ovo para a batata e até para o waffle, que também está subindo de preço, em função dos insumos, como a alta da gordura vegetal", resume o dirigente. A bolachinha gerou polêmica porque os fabricantes reduziram o peso, para manter preço ou nem isso.
Ao ser questionado pela coluna, o que viria depois do waffle, Longo concluiu: 
"Depois do waffle? Vai para o 'Bolsa' Brasil, infelizmente", disse o supermercadista, que acredita que é possível ainda se socorrer nos nichos de hortigranjeiros. "São 5,5 mil lojas do setor no Estado que estão disputando os mesmos consumidores", observa.
O novo programa federal, que sucedeu o Bolsa Família, é o Auxílio Brasil, que vai pagar R$ 400,00 a cada dois meses. No Rio Grande do Sul, famílias inscritas no Cadastro Único (Cadúnico), que concentra os programas sociais, terão R$ 400,0 no ano, em três parcelas.
O pagamento de auxílio emergencial ao longo da pandemia pelo governo federal também sustentou um fluxo de compras para segmentos de cesta básica, que garantiu que muitos setores não despencassem.
Na lista de itens que tradicionalmente estão no cardápio de fim de ano, a preocupação é com o preço do porco. O presidente da associação lembra que o preço ainda não teve elevação, mas não descarta que isso ocorra até dezembro, dentro de uma recomposição para a cadeira produtiva. A demanda externa também pressiona os preços.
Os supermercados estão se preparando para a demanda. A Agas diz que a estimativa é de venda de 5 milhões de garrafas de espumante, 4 milhões de panetones e 850 mil aves, do peru ao chester e frangão, além de 4 milhões de caixas de bombom.
Apesar do custo de vida mais alto, Longo acredita que as pessoas vão buscar formas de comemorar, até porque os festejos do ano passado ainda estavam impactados pela crise da Covid-19, principalmente pelas restrições de mobilidade e distanciamento social. O dirigente diz que a ceia do fim de 2021 será do compartilhamento:
"As pessoas vão dividir a conta, um passa no súper antes da ceia e compra vinho, o outro espumante", descreve Longo. E para quem duvida da criatividade dos gaúchos nestes momentos, o presidente lembra que o consumo de água aumentou 40%, enquanto o de suco e refrigerante não seguiu o mesmo nível devido aos preços mais altos:
"As pessoas estão comprando água, colocando limão e vira refrigerante". A "bebida da migração" tem tudo para estar na ceia e na festa da virada de 2021 para 2022, avisa o dirigente. 
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