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Mercado Digital

- Publicada em 06/10/2021 às 19h16min.

Exclusivo: Empresa líder global no mercado de chips se instala no Tecnopuc

Audy e Júlio Leão celebram a vinda da multinacional de circuitos integrados para Porto Alegre

Audy e Júlio Leão celebram a vinda da multinacional de circuitos integrados para Porto Alegre


ASCOM PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC
A empresa inglesa EnSilica, uma das líderes mundiais no fornecimento de circuitos integrados, os chips, acaba de aterrissar no Rio Grande do Sul. A operação será no Parque Científico e Tecnológico da Pucrs (Tecnopuc) e a previsão é que a inauguração ocorra ainda em novembro.
A empresa inglesa EnSilica, uma das líderes mundiais no fornecimento de circuitos integrados, os chips, acaba de aterrissar no Rio Grande do Sul. A operação será no Parque Científico e Tecnológico da Pucrs (Tecnopuc) e a previsão é que a inauguração ocorra ainda em novembro.
Essa poderia ser apenas mais uma boa notícia de uma empresa chegando ao Estado para atuar em um mercado de escala global. Mas, tem outra novidade. A operação está incorporando no time parte dos colaboradores do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec), instalado em Porto Alegre, e que passa por processo de liquidação.
Das 17 pessoas que já estão na equipe, mais da metade, 12, trabalhavam na empresa. O diretor da EnSilica do Brasil, Júlio Leão, era funcionário da Ceitec e conta que a vinda da subsidiária inglesa para cá partiu de um contato feito pelos próprios profissionais da Ceitec.
Em abril deste ano, quando viram que a liquidação era inevitável, ele e alguns colegas preparam uma apresentação mostrando as capacidades do time da Ceitec – que sempre foi considerado a grande fortaleza da empresa. “Parte da equipe não queria trabalhar no exterior, preferia ficar em Porto Alegre. Enviamos esse documento para 160 empresas globais, dez se reuniram com a gente e algumas decidiram fazer ofertas para ficar com parte do pessoal. A Ensílica foi a primeira delas”, relembra. O CEO da empresa na Inglaterra, Ian Lankshear, inclusive, participou de todo o processo de seleção das 12 pessoas.
Leão, que atua na área de semicondutores desde a graduação, já trabalhou nos Estados Unidos e fez doutorado na Bélgica, comenta que o interesse se deu pelo fato de o grupo ser muito capacitado e experiente em fluxos de projetos parecidos com os da operação inglesa. “Isso tudo os fez decidir vir para cá”, ressalta.
O Centro de Projetos da EnSilica em Porto Alegre já está em operação, com o time trabalhando remotamente. Eles ainda estão finalizando a compra dos móveis e todos os equipamentos de TI já estão encomendados. A expectativa é ter toda infraestrutura do escritório pronta em outubro.
O diretor destaca que os planos de crescimento da empresa incluem a contratação de mais profissionais de engenharia que trabalham no projeto de circuitos integrados digitais e analógicos. A organização deve chamar mais de 30 engenheiros nos próximos três anos. Leão conta ainda que a subsidiária de uma empresa americana, também contatada por eles, deve se instalar na capital gaúcha em breve.
A EnSilica tem 20 anos de atuação como fabless, modelo de operação focada em projetar circuitos integrados, mas que não conta com fábricas. O direcionamento é projetar, entregar o projeto mais o supply chain ou, então, como terceira opção, licenciar propriedade intelectual da sua biblioteca de circuitos, por meio da venda de licenças.
A unidade brasileira é a segunda fora da Inglaterra – a primeira foi na Índia. No total, são cerca de 150 colaboradores. A equipe brasileira vai atender, nesse primeiro momento, os clientes globais da companhia, especialmente nas áreas de aeroespacial, automotiva, médica e de comunicação.
O superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, Jorge Audy, comenta que a chegada da EnSilica mostra a crescente capacidade de atração de novos investimentos internacionais do Rio Grande do Sul. “A área de circuitos integrados é de alto valor agregado de conhecimento, envolvendo profissionais do mais alto nível global”, diz.
Para ele, a presença da empresa no Tecnopuc tem um aspecto particularmente relevante, pois durante anos o Parque sediou parte da operação do Ceitec, até a conclusão da fábrica em Porto Alegre. “No momento que o mundo depende e investe pesadamente na área de circuitos integrados, recebemos no Tecnopuc uma empresa internacional líder no segmento de chips e com diversos profissionais que tiveram parte de sua formação profissional no Ceitec”, observa.
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