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Mercado Digital

- Publicada em 28/09/2021 às 18h26min.

'Os latino-americanos procuram as ameaças', aponta especialista

Cresce uso de programas de espionagem de cônjuges, especialmente mulheres

Cresce uso de programas de espionagem de cônjuges, especialmente mulheres


Unsplash/Divulgação/JC
A segurança do trabalho remoto precisa ser levada a sério e a pirataria terá que ser removida das casas e ambientes empresariais se o Brasil não quiser seguir em uma trilha de aumento exponencial de ciberataques, conforme aponta o Panorama de Ameaças 2021 da Kaspersky.
A segurança do trabalho remoto precisa ser levada a sério e a pirataria terá que ser removida das casas e ambientes empresariais se o Brasil não quiser seguir em uma trilha de aumento exponencial de ciberataques, conforme aponta o Panorama de Ameaças 2021 da Kaspersky.
O levantamento anual feito pela equipe de Pesquisa e Análise da empresa na América Latina revela um incremento de 23% dos ciberataques no País nos oito primeiros meses de 2021, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os 20 malwares mais populares totalizaram 481 milhões de tentativas de infecção, uma média de 1.395 bloqueios por minuto. E esse cenário não está restrito ao Brasil. A tendência de crescimento é verificada em todos os países da América Latina, exceto pela Costa Rica, com queda de 2%.
O alto índice de programas piratas na região auxilia, e muito, o cibercrime. "Os internautas latino-americanos procuram as ameaças, pois muitas delas são disseminadas por meio da pirataria de programas", analisa Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe de Pesquisa e Análise da Kaspersky na América Latina.
No total, a Kaspersky registrou 2.107 ataques por minuto dos top 20 malware na região. Neste quesito, o Brasil lidera com 1.395 tentativas de infecção por minuto, seguido por México (299 bloqueios/min), Peru (96 bloqueios/min), Equador (89 bloqueios/min) e Colômbia (87 bloqueios/min).
Uma das tendências tem sido o crescimento dos golpes usando PDF e trojans web que roubam dados de cartões de crédito. "O interessante destes ataques web é que não há infecção no computador da vítima. O código malicioso está presente na loja on-line ou banco, e ele efetuará o roubo enquanto o visitante digita suas informações", explica Bestuzhev.
Segundo ele, esses ataques web tornaram-se o principal vetor de infecção - tanto para clientes Windows, quanto para Mac. Uma curiosidade do Panorama de Ameaças de 2021 é que os ataques de phishing (mensagens fraudulentas) estão diminuindo, entretanto, diversos países latinos ainda estão entre os mais atacados no mundo. Considerando a proporção de usuários atacados em 2021, o ranking mostra o Brasil na primeira colocação com 15,4% dos internautas registrando tentativas de ataque.
O terceiro destaque entre as ameaças mais comuns para os internautas são para plataformas móveis. Foram registradas mais de 173 mil tentativas de infecções, uma média de cerca de 20 bloqueios por hora na América Latina.
A principal ameaça são os adware que visam gerar lucro mostrando propaganda indesejada às vítimas. Porém, estão presentes outras duas famílias mais sérias: programas visam obter controle total do celular e um stalkerware, programas comerciais de espionagem.
"Eles são feitos por empresas, que existem de verdade, e oferecidos como software para monitorar filhos ou empregados. No entanto, seu real uso é a espionagem de cônjuges e parceiros - principalmente mulheres. Este problema é mundial e está relacionado com a violência contra mulheres", esclarece o especialista.
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