Porto Alegre, segunda-feira, 14 de setembro de 2020.
Aniversário da cidade de Viamão.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
segunda-feira, 14 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Mercado Digital

- Publicada em 12h18min, 11/09/2020. Atualizada em 15h04min, 14/09/2020.

Agibank recebe aporte de R$ 400 milhões e tem novo sócio

Essa é primeira vez que o Agibank faz uma operação de monetização via equity

Essa é primeira vez que o Agibank faz uma operação de monetização via equity


Roberta Gewehr/Divulgação/JC
O Agibank, banco digital omnichannel, acaba de anunciar a Vinci Partners como novo sócio do banco, após uma rodada de captação primária de equity no mercado. A operação, no valor de 400 milhões de reais, dará participação minoritária à gestora de recursos na operação e fará o capital da instituição ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão.
O Agibank, banco digital omnichannel, acaba de anunciar a Vinci Partners como novo sócio do banco, após uma rodada de captação primária de equity no mercado. A operação, no valor de 400 milhões de reais, dará participação minoritária à gestora de recursos na operação e fará o capital da instituição ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão.
O processo de captação de recursos com a Vinci vem ocorrendo há alguns meses. Durante todo esse processo, o Agibank contou com a assessoria do banco de investimento Goldman Sachs. A decisão será submetida para aprovação do Banco Central.
Com estes recursos, o Agibank quer impulsionar o seu crescimento, ampliando os investimentos em tecnologia para consolidar uma plataforma "one stop shop" omnichannel para o cliente a partir de 50 anos, foco central da estratégia de atuação. É um mercado de mais de 50 milhões de pessoas, que cresce 10% todos os anos.
“Eles viram que a gente está explorando um mercado endereçável gigante, o que sustenta crescimento dos negócios por vários anos e que somos um banco lucrativo”, destaca o CEO do Agibank, Marciano Testa. A meta é transformar o Agibank no melhor banco pagador de salários para o público 50+ e dar acesso a uma plataforma de serviços agregadora para esse público.
O executivo revela que o contrato seria assinado no final de março, mas, veio a pandemia. “Todos achamos melhor postergar, até porque a gente precisava desenvolver nosso plano de ação, estruturar os comitês de ‘guerra’ para enfrentar esse cenário e manter o negócio”, relembra. Depois disso, a própria forma como o Agibank atuou durante a crise foi um aspecto elogiado pela Vinci. “Eles viram como reagimos à pandemia e, segundo os gestores, isso reafirmou a convicção de investir no banco”, acrescenta.
Para a Vinci, o alinhamento de valores esteve presente desde os primeiros contatos com o Agibank. "Identificamos no banco uma visão estratégica única, uma forte cultura centrada no cliente e um histórico muito consistente de resultados. Esperamos poder contribuir na construção de um banco sem paralelo", afirma o sócio da Vinci Partners, Gabriel Felzenszwalb.
Com R$ 2,8 bilhões de ativos, o Agibank registrou um lucro líquido de R$ 38,7 milhões no 1º semestre de 2020 - crescimento de 178,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 21,9%.
Essa foi a primeira vez que o Agibank fez uma operação como essa. “Sempre monetizei o banco com o nosso próprio negócio, e não vendendo equity como muitas fintechs fazem. Mas, agora, fizemos isso porque entendo que faz sentido trazer sócios com visões mais globais do mercado e com capital para investir neste nosso projeto de longo prazo”, avalia. Para Testa, isso vai significar um salto de governança e de perpetuidade ao banco, além de acelerar a transformação que já está em curso.
Recentemente, o Agiban abriu as portas da sua anti-agência, a primeira loja conceito da marca oferecendo uma jornada totalmente digital até no ponto físico.
Comentários CORRIGIR TEXTO