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27/05/2020 - 20h28min. Alterada em 28/05 às 16h03min

Fintechs fortalecem modelo alternativo e chegam a 742 no Brasil

Líder do Distrito Dataminer, Tiago Ávila, diz que empresas estão se fortalecendo

Líder do Distrito Dataminer, Tiago Ávila, diz que empresas estão se fortalecendo


Distrito/Divulgação/JC
As startups de serviços financeiros, as fintechs, estão entre as que mais crescem no Brasil, ganhando adeptos entre os usuários que querem acesso a serviços de forma menos burocratizada e simples. Os investidores estão atentos, e em 2019 a área atraiu US$ 910 milhões em aportes, 35% dos incentivos em Venture Capital no Brasil contabilizados no período.
As startups de serviços financeiros, as fintechs, estão entre as que mais crescem no Brasil, ganhando adeptos entre os usuários que querem acesso a serviços de forma menos burocratizada e simples. Os investidores estão atentos, e em 2019 a área atraiu US$ 910 milhões em aportes, 35% dos incentivos em Venture Capital no Brasil contabilizados no período.
Os dados fazem parte da segunda edição do Distrito Fintech Report, levantamento realizado pelo Distrito, empresa de inovação aberta que atua junto a startups. O estudo mapeou o número de empresas deste segmento no Brasil: 742 startups.
O primeiro estudo sobre fintechs, feito no ano passado, já apontava o setor como carro-chefe do ecossistema de startups no Brasil, com 553 empresas. Nesta nova edição, o levantamento consolidou o apontamento ao registrar um crescimento de 34,1%. O próprio estudo faz a ressalva, entretanto, de que esse aumento também contempla uma maior capacidade do Distrito em localizar e contabilizar essas operações. Entre as já identificadas no ano passado, 42 deixaram de operar, número que representa uma taxa de mortalidade de 5,7%.
O líder do Distrito Dataminer, Tiago Ávila, comenta que, ao longo dos últimos anos, houve uma série de previsões sobre a sustentabilidade das fintechs. Algumas, não foram otimistas. “Podemos dizer que chegamos em 2020 e essas startups não foram engolidas pelas empresas ou mesmo por grandes bancos. Pelo contrário, temos visto uma aproximação cada vez maior desses players, seja por programas de aceleração, parcerias ou mesmo contratações", destaca o gestor da empresa, que é o braço do Distrito responsável pela elaboração de estudos do universo de startups. "Este ecossistema tem amadurecido e nossa expectativa é que esse movimento cresça ainda mais nos próximos anos", complementa.
O VP de Growth da Weel, Nathan Yoles, comenta que, uma vez com acesso a capital local e internacional, as fintechs estão provando que a existência de um modelo digital, leve e capilarizado, é possível no Brasil. “Para os próximos anos, podemos esperar o surgimento de inúmeros novos modelos, que estarão sempre dentre os mais investidos do País”, aposta.
A fintech de crédito para empresas criou a primeira plataforma 100% on-line de antecipação de recebíveis do Brasil e já é uma das dez startups do setor financeiro mais relevantes do mercado nacional segundo levantamento da Distrito.
Yoles observa que a transformação digital do mercado de crédito é uma das mais tardias na economia brasileira. “Foi o desafio de promover disrupção nesse mercado burocrático e arriscado exigiu a construção de modelos de negócio robustos, inovadores e sustentáveis. O surgimento das fintechs é resultado dessa exigência”, analisa.
Para Ávila, os maiores beneficiados pela evolução das fintechs serão os consumidores. “Com a descentralização dos dados, haverá espaço para novos produtos e isto gerará uma corrida por melhores serviços e menores taxas, de modo a garantir uma experiência mais intuitiva e prazerosa para o cliente”, diz.
O presidente da Stone, Augusto Lins, explica que o Brasil é um mercado de grande potencial para o setor de serviços financeiros e, cada vez mais, brasileiros se conscientizam dos benefícios dos meios eletrônicos de pagamento. “Ao modernizar o setor financeiro com novos produtos e serviços mais personalizados e acessíveis a uma grande parcela da população ainda desbancarizada, as fintechs têm proporcionado novas experiências a negócios e consumidores, além da versatilidade em um setor bastante burocrático”, afirma.
Ele conta que a Stone, fintech de serviços financeiros e de pagamentos, tinha até recentemente apenas duas adquirentes operando, cada uma delas com sua bandeira exclusiva e taxas bastante elevadas para os varejistas. Com a abertura do mercado e o desenvolvimento de outros players, houve uma queda sistemática nas taxas cobradas e um aumento inversamente proporcional na qualidade dos serviços prestados. “É assim em todos os mercados. Onde há competição saudável e transparência, quem sai ganhando é sempre o cliente”, destaca.
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