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04/05/2020 - 21h43min. Alterada em 04/05 às 16h11min

Hospital de Santa Maria começa a usar maçanetas hands free

Uso da impressão 3D permite alterar os desenhos e fazer um adaptador cada modelo de maçaneta

Uso da impressão 3D permite alterar os desenhos e fazer um adaptador cada modelo de maçaneta


Arquivo pesosal/Fernando Mariano Bayer/Divulgação/JC
Um projeto de produção de adaptadores para transformar as maçanetas em hands free, que podem ser abertas e fechadas sem usar as mãos e, sim, os antebraços, está sendo desenvolvido pelo Colégio Técnico Industrial (CTISM) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em conjunto com um grupo de voluntários de outras instituições.
Um projeto de produção de adaptadores para transformar as maçanetas em hands free, que podem ser abertas e fechadas sem usar as mãos e, sim, os antebraços, está sendo desenvolvido pelo Colégio Técnico Industrial (CTISM) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em conjunto com um grupo de voluntários de outras instituições.
Cerca de 30 unidades já foram entregues no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Contabilizando o Pronto Socorro, Emergência, Centro Cirúrgico e UTIs acredita-se que podem chegar a 150 portas para serem adaptadas.
Aliás, a demanda surgiu do próprio hospital, que detectou, ao preparar a área de isolamento para o atendimento dos casos de pacientes com Covid-19 e outros espaços críticos, que a abertura das portas por maçanetas convencionais representava um grande risco de contaminação.
A UFSM forneceu dez fechaduras para facilitar o início da instalação. Para tentar solucionar essa demanda, os professores do CTISM criaram um dispositivo que pode ser instalado em fechaduras normais.
“O uso da impressão 3D dá muita flexibilidade ao projeto, pois nos permite alterar os desenhos e fazer um adaptador hands free para cada modelo de maçaneta”, explica o professor do CTISM e coordenador deste projeto, Fernando Mariano Bayer.
A confecção é demorada: são cerca de quatro horas para finalizar cada par. Por isso, o trabalho do grupo de voluntários tem permitido acelerar esse processo, com o uso de diversas impressoras trabalhando ao mesmo tempo, nas próprias residências dos apoiadores da iniciativa.
Os dispositivos hands free são adaptados e moldados às maçanetas entregues ao HUSM. Os funcionários do setor de manutenção realizam a instalação das novas maçanetas com os dispositivos. Em seguida, as que foram retiradas passam por uma desinfecção e são recolhidas para que o processo de adaptação dos dispositivos se inicie novamente. “É um ciclo. Assim que recebemos os novos modelos, medimos e fazermos o projeto do adaptar específico para cada caso”, relata.
Ontem, oito maçanetas doadas por uma loja de material de construção local, Walter Beltrame, e já com os adaptadores instalados, foram entregues para o Hospital Regional de Santa Maria.
“Certamente outras localidades da região poderão realizar pedidos, uma vez que, em se tratando da pandemia Covid-19, é essencial a prevenção não somente relacionada às vias aéreas, mas também às medidas ambientais efetivas que inibem a contaminação pelo contato”, comenta Bayer.
A produção de dispositivos para maçanetas tipo hands free faz parte de um projeto maior, que em Santa Maria começou a ser desenvolvido pelo professor Lucas Vizzotto Bellinaso da Engenharia Elétrica da UFSM, com o foco em produzir protetores faciais através de impressão 3D, como parte do Projeto Higia coordenado pela professora Maria Elizete Kunkel da Unifesp. Hoje, estão em andamento ações para melhorar a segurança em dos processos de intubação de pacientes, fabricação de EPIs, como máscaras e aventais impermeáveis, estudos para desenvolvimento de conexões de respiradores, entre outros.
“Essa é apenas uma das iniciativas que está sendo desenvolvida pelo grupo criado para buscar soluções tecnológicas no combate ao coronavírus”, acrescenta Bayer, que é engenheiro mecânico.
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