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23/04/2020 - 15h59min. Alterada em 23/04 às 15h59min

Smartphones, tablets e PCs são os mais afetados na América Latina, aponta IDC

Os países mais afetados da região deverão ser o Brasil e o Mëxico

Os países mais afetados da região deverão ser o Brasil e o Mëxico


HECTOR RETAMAL/AFP/JC
O segmento de smartphones será o mais afetado pela pandemia de Covid-19 no mercado de consumo de tecnologia na América Latina, seguido por computadores pessoais e tablets. A conclusão é da IDC, empresa de inteligência de mercado e consultoria, após analisar o impacto do novo coronavírus sobre a China e a situação apresentada pelos países latino-americanos.
O segmento de smartphones será o mais afetado pela pandemia de Covid-19 no mercado de consumo de tecnologia na América Latina, seguido por computadores pessoais e tablets. A conclusão é da IDC, empresa de inteligência de mercado e consultoria, após analisar o impacto do novo coronavírus sobre a China e a situação apresentada pelos países latino-americanos.
As ajustar suas projeções para 2020 na região, a IDC considerou que as fábricas em todo o mundo estão trabalhando entre 30% e 50% de sua capacidade. Essa situação que deve continuar até maio, afetando a produção e a distribuição de componentes para dispositivos de consumo.
As limitações de tráfego impostas pela quarentena em alguns países da América Latina prejudicaram o abastecimento de suprimentos, provocaram atrasos na cadeia logística e levaram ao fechamento ou desligamento temporário em algumas plantas produtivas da indústria de TI, causando queda nas vendas ou aumento de preço, impulsionado também pela volatilidade da taxa de câmbio. “Essa situação deverá ser agravada pela contração da macroeconomia, como perda de empregos e realocação do orçamento familiar para bens de consumo básicos”, analisa a diretora do Programa de Consumo da IDC na América Latina, Paola Soriano.
Os smartphones, que concentram 51% do total de vendas em valor para o usuário final, serão os mais afetados. Antes da pandemia, a IDC projetava uma queda de 0,2%. Agora, com os últimos ajustes, a projeção de queda para o mercado de smartphones é de 10% a 15%. Os países mais afetados são México e Brasil.
Em seguida vem o setor de PCs, que passou de uma contração prevista em 1,9% para queda de 8%. A projeção atualizada da IDC para este ano é de que cerca de 7 e 8 milhões de unidades serão colocadas no mercado consumidor, das quais aproximadamente 80% serão laptops, com mais oportunidades para modelos ultrafinos e 2 em 1.
O terceiro segmento mais afetado é o de tablets – a previsão inicial era de queda de 9,9%, e agora deve ficar entre 15% e 17% aproximadamente. Apesar desse cenário, segmentos como o de tablets entre US$ 600 e US$ 1 mil serão mais demandados em empresas de médio porte, especialmente na área da saúde, serviços e consumo, motivados pelas aulas virtuais.
Entre os segmentos que mantêm projeções de expansão na região estão os de wearables, com média entre 15% e 19%, e de smarthome, com 13% e 16% de aumento em comparação com 2019. O gerente de programa de AR/VR, Smarthome & Wearables da IDC na região, Daniel Zegarra, espera que o mercado de wearables mantenha o crescimento, apesar do impacto da Covid-19. No caso de earwear (fones de ouvido inteligentes), que concentra 40% das vendas deste mercado, a IDC projeta um crescimento entre 20% e 26% em unidades, impulsionado pela substituição dos aparelhos auditivos tradicionais. Os smartwatches, que em 2019 dobraram suas vendas, para este 2020 crescerão apenas entre 1% e 3% em unidades, sendo que o mercado mais afetado será o de pulseiras inteligentes (fitbands), que passará de 122% em 2019 para cerca de 4% a 8% neste ano, diz o analista.
Há outros mercados com oportunidades, como o de comércio eletrônico, jogos, aplicativos de colaboração, nuvem e streaming, além de maior demanda para notebooks, monitores e acessórios para atender às necessidades do home office e da educação a distância.
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