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17/04/2020 - 16h51min. Alterada em 17/04 às 16h55min

Empresas devem ajudar a proteger equipamentos de home office

Acessos domésticos exigem cuidado com máquinas e redes que estão sendo usadas

Acessos domésticos exigem cuidado com máquinas e redes que estão sendo usadas


Bench Accounting by Unsplash/Divulgação/JC
Praticamente num piscar de olhos, quase todas as empresas tiveram que aderir ao home office. E poucas estavam culturalmente e tecnicamente prontas para isso – a preparação está acontecendo agora, no decorrer deste cenário de Covid-19.
Praticamente num piscar de olhos, quase todas as empresas tiveram que aderir ao home office. E poucas estavam culturalmente e tecnicamente prontas para isso – a preparação está acontecendo agora, no decorrer deste cenário de Covid-19.
Com os funcionários trabalhando de casa, uma das principais preocupações das companhias é com a segurança dos dados sensíveis. Golpes para a obtenção criminosa de informações por meio de phishing (sites e e-mail falsos) e malware (programa que se infiltra de forma ilegal no computador) são alguns dos riscos.
"As empresas devem se comunicar com seus funcionários e explicar claramente os riscos aos quais eles e a organização estão expostos se as medidas de segurança necessárias não forem tomadas ao se conectar à internet fora da rede da empresa ou ao clicar em links suspeitos e abrir e-mails de remetentes desconhecidos", afirma o diretor da equipe de pesquisa e análise para a América Latina da Kaspersky, Dmitry Bestuzhev.
O professor do Departamento de Engenharia de Computação e SO istemas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcos Simplício, reforça a visão de que as empresas devem ajudar os colaboradores nos acessos domésticos. “Um primeiro passo é entregar máquinas já protegidas para os funcionários ou, então, ajudar as pessoas a aumentarem o nível de proteção no uso doméstico, por meio do apoio da equipe de tecnologia”, sugere.
“Mesmo que hoje a maioria dos sistemas operacionais já venha com antivírus e firewall padrão, quem usa aplicações mais antigas, desatualizadas ou software piratas está mais vulnerável”, acrescenta a ele, que é membro do Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), maior organização mundial técnico-profissional dedicada ao avanço da tecnologia para o benefício da humanidade.
Outro foco deve ser a proteção da rede doméstica. Usar senhas padrão dos roteadores é um grande risco e já são muitos casos de grandes ataques de cibercriminosos globais a partir destes dispositivos. Também é importante que as empresas tenham uma VPN, o que possibilite uma comunicação mais segura entre a máquina do usuário e os sistemas da empresa. “Isso levará a um nível de autenticação mais forte. Mas, mesmo as corporações que tinham uma VPN, não estavam preparadas para tantos usuários em home office e agora estão tendo o desafio de fazer o servidor dar conta”, acrescenta Simplício.
Para quem deseja um passo à frente para reduzir riscos, a dica é usar um sistema de detecção de intrusão, que monitora o comportamento do usuário e cria um perfil. Se a pessoa sai do perfil, o profissional de segurança é alertado. “O sistema de um funcionário do comercial é identificado tentando acessar dados da área financeira da empresa, isso pode ser um sinal de que a máquina dele foi invadida”, explica o especialista.
Estudo desenvolvido pela Kaspersky com a consultoria CORPA, mostra que 75% dos latino-americanos possuem um notebook somente para trabalhar e, entre essas pessoas, 30% se conectam em redes Wi-Fi públicas (em cafés, restaurantes ou aeroportos) quando estão fora do escritório. Das que utilizam a rede sem fio aberta, apenas 8% afirma que utiliza uma rede virtual privada quando se conecta a uma rede fora da sua empresa.
O mesmo estudo evidenciou que 44% dos entrevistados trabalha em locais com uma política de segurança corporativa sobre uso de smartphones e tablets, enquanto 35% estão em empresas sem nenhuma regra neste sentido e 21% desconhece se sua companhia tem algum direcionamento implantado.
"O coronavírus não apenas está colocando a saúde das pessoas em cheque, como também está sendo usado como isca por cibercriminosos para propagação de malware”, alerta Bestuzhev.
Como reduzir os riscos de segurança com o uso remoto
Forneça uma Rede Privada Virtual (VPN) para as equipes se conectarem com segurança à rede corporativa;
Restrinja os direitos de acesso dos usuários que se conectam à rede corporativa;
Eduque as equipes sobre os perigos de responder mensagens não solicitadas e acessar links ou baixar arquivos com origem desconhecida;
Instale as atualizações mais recentes dos sistemas operacionais e de aplicativos;
Proteja todos os dispositivos da empresa - incluindo smartphones, laptops e tablets - com uma solução de segurança adequada;
Fonte: Kaspersky
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