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16/04/2020 - 13h46min. Alterada em 16/04 às 13h46min

"O País se transformou na nossa timeline", diz Schuler

 Fernando Schuler diz que é cético quanto à qualidade do debate público na internet

Fernando Schuler diz que é cético quanto à qualidade do debate público na internet


GREG SALIBIAN/DIVULGAÇÃO/JC
Se a internet já era terra de ninguém, imagina agora que estamos vivendo uma pandemia com a do Covid-19 em meio a tanta polarização politica. Qual o nível de debate nas redes sociais que se pode esperar? Baixo, segundo o filósofo Fernando Schuler. “Sou cético quanto à qualidade do debate público gerado. A internet se tornou um ecossistema que amplifica a raiva e a baixa empatia, sem falar que é um ambiente em que nada se esquece”, observa.
Se a internet já era terra de ninguém, imagina agora que estamos vivendo uma pandemia com a do Covid-19 em meio a tanta polarização politica. Qual o nível de debate nas redes sociais que se pode esperar? Baixo, segundo o filósofo Fernando Schuler. “Sou cético quanto à qualidade do debate público gerado. A internet se tornou um ecossistema que amplifica a raiva e a baixa empatia, sem falar que é um ambiente em que nada se esquece”, observa.
A verdade é que as pessoas estão abertas, geralmente, para as conversas de quem pensa parecido com elas, e as opiniões contrárias geralmente são tratadas com hostilidade. Isso fica mais grave quando gestores públicos se unem em discursos e visões que extrapolam os limites.
“O País se transformou na nossa timeline e as pessoas passaram a ler o que está acontecendo apenas a partir da sua tribo. Que isso aconteça com os cidadãos, ok, é previsível, mas quando as lideranças políticas passam a fazer parte disso e usar as redes sociais para bater boca, é complicado”, alerta o filosofo.
Mas, existem evoluções e neste sentido Schuler, que essa semana participou do Fórum da Liberdade - Em Casa, realizado pelo IEE, destaca a retomada do controle dos cidadãos a partir dos meios digitais. “São as novas tecnologias como blockchain e o avanço de modelos como o do sharing economy que vão facultar poder ao indivíduo, um processo que será acelerado pela crise”, projeta.
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