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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de março de 2019.
Dia do fuzileiro naval.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 07/03/2019.
Alterada em 07/03 às 17h57min
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O mordaz tribunal das redes sociais

Neymar Junior e Bruna Marquezine

Neymar Junior e Bruna Marquezine


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Afinal, com qual atriz global José Loreto traiu a mulher Débora Nascimento? Quem foi a artista que vazou que a escolhida teria sido Marina Ruy Barbosa, supostamente envolvida injustamente nessa trama?
E Neymar Jr. e Anitta se beijaram ou não no camarote do Carnaval carioca que tinha como musa Bruna Marquezine, a ex do jogador? A atriz de 24 anos, ao que tudo indica, sentiu o golpe, parou de seguir a cantora, voltou a seguir minutos depois em meio a uma avalanche de críticas dos "fãs" e, por fim, desativou a sua conta no Instagram.
Esses são os personagens principais de dois enredos que misturam amor, traição e intrigas que teriam tudo para estar na novela das 21h, mas que acontecem na vida real. Quase impossível que alguém que utilize a internet não tenha sido impactado por esse assunto nos últimos dias. Quem são os mocinhos? Quem são os vilões? Do lado de cá da tela, nós, os juízes das redes sociais, estamos prontos para tirar nossas conclusões.
"Hoje em dia, as pessoas são rapidamente julgadas e sentenciadas pelo tribunal das redes sociais por qualquer tema sobre o qual se manifestam ou por algo que vivem. A grande potência que a internet construiu, que é esse artefato de conexões inteligentes, está se desvirtuando", lamenta o coordenador do curso de Comunicação Digital da Unisinos e líder da Impulso, Daniel Bittencourt.
A especialista em estratégia de comunicação digital e diretora de Inovação da Aldeia, Melissa Lesnovski, comenta que o público que insufla essas narrativas não está interessado em provas, mas em entretenimento. "É um julgamento público, mas as pessoas que julgam não parecem estar preocupadas em provar nada. Elas pegam indícios e os interpretam de forma dramática", destaca.
Superficialidade
O comportamento das pessoas nas redes sociais reflete a nossa dinâmica como sociedade. “Essa superficialidade que vivemos no Brasil diz muito sobre o nosso letramento digital. Temos uma alfabetização midiática artificial, com poucas oportunidades de se fazer uma leitura mais ampla destes temas”, destaca Bittencourt.
Melissa observa que, quando se trata de pessoas conhecidas, há muitas dúvidas sobre a fronteira entre o público e o privado. “Os artistas se beneficiam das redes sociais para se promoverem como marcas, mas não podemos esquecer que se tratam de pessoas. Não temos o direito de promover essa linchamento virtual”, defende.
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Patrícia Knebel

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