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- Publicada em 22h11min, 20/02/2019. Atualizada em 09h12min, 26/02/2019.

Hackathon une players jurídicos ao mundo da inovação

Gustavo Sudbrack diz que Rio Grande do Sul precisa estimular ecossistema de inovação com foco jurídico

Gustavo Sudbrack diz que Rio Grande do Sul precisa estimular ecossistema de inovação com foco jurídico


/ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
A prática jurídica não pode ficar atrelada ao passado. Essa é a inquietação por trás de um movimento bem interessante que desembarca neste fim de semana em Porto Alegre. O Global Legal Hackathon - GLH2019 vai unir players do mercado jurídico a empreendedores da área de design e Tecnologia da Informação (TI), turmas que geralmente não conversam muito entre si, para estimular novas ideias e projetos para a transformação deste setor.
A prática jurídica não pode ficar atrelada ao passado. Essa é a inquietação por trás de um movimento bem interessante que desembarca neste fim de semana em Porto Alegre. O Global Legal Hackathon - GLH2019 vai unir players do mercado jurídico a empreendedores da área de design e Tecnologia da Informação (TI), turmas que geralmente não conversam muito entre si, para estimular novas ideias e projetos para a transformação deste setor.
O encontro acontece nos dias 22, 23 e 24 e é realizado simultaneamente em mais de 40 cidades-sede ao redor do mundo. Em Porto Alegre, a maratona de 54 horas será na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP). Gustavo Sudbrack, um dos líderes desta iniciativa e embaixador em Porto Alegre da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), comenta que há muitos anos o direito não passava por uma mudança tão grande.
"Hoje se discute muito que o mercado segue precisando de serviços jurídicos, mas não necessariamente de advogados. E é nesse cenário que nós estamos inseridos e precisamos nos adaptar. Sem um ecossistema de inovação com um foco jurídico, o Rio Grande do Sul, reconhecido por ser um polo de grandes juristas e de justiça desenvolvida, corre o risco de ficar para trás", alerta.
GLH2019 I
Hoje em dia os tribunais já trabalham com cadastros e processos eletrônicos – alguns nem usam mais papel. Temas como automatização de documentos e análise preditiva de julgamentos já estão na pauta. Mas, isso precisa se intensificar, alerta Gustavo Sudbrack. “Precisamos que essa tecnologia que está impactando outros mercado também chegue para o mundo jurídico”, diz. A realização da edição de Porto Alegre do #GLH2019 é uma realização do escritório Lini & Pandolfi e da FMP, com apoio do Legal Hackers.
GLH2019 II
O #GLH2019 é uma competição mundial com três fases eliminatórias e grande final será no mês de maio, em Nova Iorque (EUA). Cada capítulo pode lançar seus desafios, e os times do Hackathon têm liberdade para desenvolver soluções que quiserem. Para o evento global, foi lançado o desafio de resolver a cobrança de honorários pelos escritórios usando Blockchain, o que já dá uma sinalização das tecnologias que estão no radar.
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