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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de outubro de 2021.
Dia do Nordestino e dia Nacional do Combate a Cartéis.
Porto Alegre,
sexta-feira, 08 de outubro de 2021.
Notícia da edição impressa de 08/10/2021.
Alterada em 08/10 às 03h00min

Tailor Diniz e oito sobreviventes da pandemia

Quase dois anos depois do início da pandemia no Brasil, com o primeiro caso confirmado em 26 de fevereiro de 2020 e, hoje, com o número de mortos em torno de 600 mil, os que sobreviveram vão contando suas histórias, ainda em meio a um cenário complicado e com rumos futuros incertos.
Quase dois anos depois do início da pandemia no Brasil, com o primeiro caso confirmado em 26 de fevereiro de 2020 e, hoje, com o número de mortos em torno de 600 mil, os que sobreviveram vão contando suas histórias, ainda em meio a um cenário complicado e com rumos futuros incertos.
O Clube dos Sobreviventes (Class, 68 páginas, R$ 29,90), do nacionalmente consagrado jornalista, escritor e roteirista Tailor Diniz, autor de A superfície da sombra; Em linha reta; Crime na Feira do Livro e outros 15 livros, apresenta oito personagens que sobreviveram à pandemia e estão nos três contos da obra, narrando seu cotidiano.
O reencontro com um velho amigo, a descoberta bem-humorada de uma paixão tardia e a generosidade tão própria de um restaurante de beira de estrada são os temas centrais das histórias, que pretendem nos auxiliar a seguir respirando, vivendo e tendo esperança em saúde, relacionamento social e político humano e civilizado e acreditando no fim dos fanatismos de todo tipo.
Os personagens dos contos nos convidam a cultivar o que a humanidade tem de melhor: amizade, afeto, generosidade, bom humor e esperança. Na introdução, escreveu o jornalista Nílson Souza: "O que mais encanta na leitura desse três contos desgarrados de Tailor Diniz é constatar nas entrelinhas da rotina que os verdadeiros e mais preciosos valores da vida podem ser encontrados numa espelunca de beira de estrada, num salão de baile da terceira idade ou mesmo num encontro rançoso de velhos amigos".
Tailor mostra os personagens saindo de casa, depois de quase dois anos de reclusão e os larga na rua, buscando nas simplicidades e belezas dos aparentemente pequenos cenários, diálogos e situações o caminho para respirar e seguir adiante. A capa do livro foi feita pelo autor durante o período do pandemia, enquanto escrevia os contos. As pequenas histórias são, muitas vezes, as grandes histórias e os ditos pequenos são, muitas vezes, a grandeza da humanidade.

Lançamentos

  • A sementinha que conquistou a Lua, #EUEscolho - A Ilha de Éolo e Família Gorgonzola - Contos de um acampamento na sala são os novos livros interativos de Ana Pregardier sobre educação financeira para crianças e adolescentes. Lançamento no dia 23 de outubro, às 16h, na Livraria Taverna. Ana é autora de 34 obras, 13 games e 21 livros.
  • Viagens à luz do divã - Crônicas de viagem (AGE, 96 páginas, R$ 19,50), de Helena Beatriz Juenemann, traz textos sensíveis, poéticos e plenos de empatia com vivências dela em muitos países, visitados desde a adolescência até hoje. A a relações públicas e psicóloga reflete sobre sua vida e a responsabilidade que se tem ao realizar uma viagem.
  • Os filmes pensam o mundo (Edipucrs, 308 páginas, R$ 49,90), do professor, psicanalista e economista Enéas de Souza, mais do que uma coletânea de artigos sobre filmes relevantes, é uma reflexão ímpar sobre imagens, sons e ideias presentes nos filmes brasileiros, americanos, suecos, russos, franceses e italianos analisados.

Para não ser eremita digital

Vivemos numa época de muitas e rápidas transformações, como nunca na História da Humanidade e, nas últimas décadas, na chamada quarta revolução industrial, os avanços na tecnologia da informática nos trouxeram novas maneiras de viver, agir e pensar. As questões da clássica obra O choque do futuro, do grande pensador norte-americano Alvin Toffler, da década de 1970, que depois escreveu sobre as outras "ondas" de mudanças, mostram que realmente somos habitantes estonteados com tantas novidades, buscando entender o que acontece para sobreviver e não se tornar um "eremita digital".
A Metamorfose do Vencedor - Mudar para não morrer - Como aproveitar as oportunidades em um mundo de profundas transformações (Alta Books, 286 páginas, R$ 64,90), de Marco Juarez Reichert, administrador, consultor empresarial, palestrante e autor do livro Gestão sem estresse - Técnicas e ferramentas simplificadas, vem para, justamente, nos auxiliar a viver neste mundo altamente digital, que deixou para trás o velho mundo analógico de poucos anos atrás.
Reichert retrata muito bem essa nossa era de tecnologia disruptiva, em processo de aceleração exponencial. Ele nos apresenta a importância das mudanças, as transformações que mudaram a humanidade, a imprevisibilidade e o eremitério e traça um interessante histórico das quatro revoluções industriais. Nos demais capítulos da obra trata das famosas megatendências sociais, demográficas e tecnológicas para as próximas décadas (saúde, trabalho, pandemia, gerações, bullying e intolerância, etc) e nas partes finais do livro fala de capacitação, filantropia, artes, esportes e outros interesses em nosso mundo pós-moderno, pleno de caminhos, opiniões, informação e conflitos.
A obra é, sem síntese, uma contextualização da história para ressaltar a forma acelerada e exponencial com que as transformações ocorrem. Eventos inovadores que antes levavam milênios para mudar a humanidade passaram a acontecer em séculos, depois em décadas e, atualmente, dia após dia. Sobrecarregados por inovações tecnológicas que impactam toda a sociedade, o que podemos esperar?
Estas e outras premissas são apresentadas por Reichert, que as estudou para apontar caminhos a serem trilhados pelos leitores. Eles precisam entender as mudanças, saber sobre empregos novos e utilizar a tecnologia para seu crescimento pessoal e viver melhor com a família e em sociedade. O que pretende Reichert, acima de tudo, é alertar que não se deve perder a atenção aos ciclos de mudança que estão aí ocorrendo de forma intensa.
Para o autor, aqueles que não estiverem integrados no novo modo de vida podem ter sua felicidade comprometida e, por outro lado, a vida pode ser muito prazerosa se os benefícios das novas tecnologias forem bem aproveitados. O uso das novas tecnologias pode e deve ser instrumento para a realização dos sonhos das pessoas.

A propósito...

Portanto, a obra de Marco Juarez Reichert deve nos auxiliar a utilizar a tecnologia em nosso favor. Ele, ressalta, todavia, que é preciso, na medida do possível, usar os recursos com humanismo, exercendo o espírito de solidariedade e de colaboração consigo mesmo e com o próximo. É preciso usar a tecnologia com respeito aos que são e pensam diferente e buscar a felicidade e a igualdade. Não podemos permitir que as montanhas de informação e de imagens nos deixem tão ansiosos e distraídos e não podemos aceitar que em plena era digital não possamos querer o que queremos e ser o que queremos ser. As tecnologias digitais não devem nos distrair de nossos verdadeiros sonhos e propósitos. As pessoas não devem se submeter aos gigantes da era digital. A liberdade, a democracia e o bom humanismo devem prevalecer.
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