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Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 18 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 10/07/2020.
Alterada em 10/07 às 19h11min

Crise climática e balanço político do Brasil

A obra traz ainda alternativas para a recuperação econômica pós-Covid 19

A obra traz ainda alternativas para a recuperação econômica pós-Covid 19


UBOOK/DIVULGAÇÃO/JC
Em momento mais do que oportuno, o experiente e premiado jornalista carioca Alfredo Sirkis, também escritor, gestor ambiental, ex-deputado federal e vereador do Rio de Janeiro em quatro mandatos, lançou o alentado livro Descarbonário (UBK Publishing House, 492 páginas, R$ 79,90), que aborda a crise climática e faz um balanço da política no Brasil. A obra traz ainda alternativas para a recuperação econômica pós-Covid 19. Sirkis foi um dos fundadores do Partido Verde e o presidiu entre 1991 e 1999.
Em momento mais do que oportuno, o experiente e premiado jornalista carioca Alfredo Sirkis, também escritor, gestor ambiental, ex-deputado federal e vereador do Rio de Janeiro em quatro mandatos, lançou o alentado livro Descarbonário (UBK Publishing House, 492 páginas, R$ 79,90), que aborda a crise climática e faz um balanço da política no Brasil. A obra traz ainda alternativas para a recuperação econômica pós-Covid 19. Sirkis foi um dos fundadores do Partido Verde e o presidiu entre 1991 e 1999.
Há 40 anos, Sirkis lançou Os Carbonários, best-seller autobiográfico que depois inspirou a histórica minissérie da Rede Globo. A obra foi relançada em formato e-book, já disponível no aplicativo Ubook e, em breve, em audiobook.
Sirkis explora no livro passagens de convivência com Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, bastidores da campanha presidencial de 1998 e encontros com o ex-presidente Michel Temer.
Com seu olhar de escritor, jornalista, administrador e político experiente, imprime opiniões, mas não faz cálculos e, com sua conhecida ambiguidade, permite aos leitores descobrir ou aprofundar a política partidária e assuntos relacionados, como a estruturação da segurança pública no Rio de Janeiro, por exemplo, ou a descriminalização das drogas e cenário político internacional em questões climáticas.
Para o autor, que fala com a autoridade de pioneiro da causa ambiental no Brasil, "o atual posicionamento brasileiro em relação ao tema do clima é uma catástrofe". Sirkis trata, também, em seu livro, de questões relacionadas com a Covid-19, ressaltando o cenário político-econômico brasileiro e as posições do presidente Jair Bolsonaro. No que diz respeito, especialmente, à recuperação econômica, no seu ver, tudo vai depender de soluções alternativas e da criação de modelos sustentáveis.
Enfim, Alfredo Sirkis, considerado uma referência do centro radical, conta histórias, comenta a atualidade e, com humor, dá seu recado sobre a entropia brasileira que vivemos.

Agruras de um semi-analfabite

Analfabite são os seres, a maioria dos seres, que não têm lá muito conhecimento do mundo virtual para decodificar as milhões de coisas das telas. Me considero talvez um semi-analfabite ou um analfabite funcional. Acho que entendo um pouco da coisa, um pouco, o suficiente para não ficar totalmente desconectado. Se o cara não se conecta, não existe, vive noutro planeta e vira uma espécie de pária do mundo da informática.
Se o cara se conecta demais, tipo 10 mil amigos no Face, participação em quarenta grupos de WhatsApp, tem milhares de contatos por e-mail e etc, bom aí vai ficando meio doidão, pode sofrer de intoxicação digital e por aí vai.
Ontem meu celular não recebia e nem expedia e-mails. Entrei em pânico. Como poderia viver sem minha overdose diária de informação, entretenimento e contatos? Comecei a surtar e aí liguei para a indústria do celular, me queixando. Depois de uma hora e meia de atendimento, testes, ajustes, reajustes, downloads, servidores, portas, hosts e não sei o que mais, o problema pareceu resolvido.
Pareceu, duas horas depois nada de receber ou enviar e-mails. Novo telefonema para o fabricante do celu e novas duas horas de tentativas, reconfigurações, novas contas, cancelamento de antigas e por aí foi. Daí a pouco, depois daquele tempo todo, o guru tecnológico sugeriu que eu ligasse para o provedor de internet e tentasse resolver, que ele não conseguia fazer mais nada.
A ligação para o provedor estava ruim, como acontece seguidamente e ela disse que não poderia falar mais alto. Uma hora depois ela disse que com o provedor e o aplicativo de e-mails estava tudo bem, que o problema era com o fabricante do celular.
Fiquei feito marisco entre o rochedo e as ondas. Resolvi ligar pela terceira vez para os caras do telefone móvel. Disse que a moça do provedor falou que havia um "conflito" entre os aplicativos de e-mail do provedor e do aparelho celular.
Mais duas horas de testes, perguntas, dúvidas e a moça da indústria do celular calmamente tenta achar soluções e só falta pedir que eu resolva tudo. Logo eu, semi-analfabite. No fundo, eu estava testando meu sistema nervoso e o que me resta de sanidade mental.
Nova conta, backup, reconfiguração, atualização e aí o novo guru, do atendimento diferenciado, diz que precisa parar o atendimento, que vai me ligar amanhã e pede que eu aguarde o término da reconfiguração do aparelho. Pode levar uma hora ou mais. Deixo o celular em cima da mesa e vou jantar, nove da noite. Daqui a pouco vou ver o aparelho e constato que caiu a rede de wi-fi e que é preciso recomeçar tudo....
Fico com vontade de tentar me comunicar com um simples tambor ou com um dinossáurico telefone fixo, carta pelo correio, sei lá. Fico pensando que não sou bem eu o analfabite, semi-analfabite ou analfabite funcional. O fabricante não resolve, o provedor não resolve e eu fico tentando resolver. Como dizia o meu amigo alemão velho, "aqui ninguém nunca não sabe de nada".

Lançamentos

SOBRE A VERDADE
SOBRE A VERDADE
/COMPANHIA DAS LETRAS/DIVULGAÇÃO/JC
  • Sobre a verdade (Companhia das Letras, e-book, R$ 29,90)(foto acima) é uma interessantíssima seleção de escritos do grande George Orwell (autor dos clássicos modernos 1984 e Revolução dos bichos), extraídos de seus romances, ensaios, cartas e reportagens, sobre o extremamente atual tema da verdade. Em tempos de fakenews, obra oportuna.
  • A Peste (Editora Record, 288 páginas, R$ 46,00), romance clássico moderno de Albert Camus, Nobel de Literatura de 1957, foi publicado em 1947 e trata de uma história de trabalhadores que descobrem a solidariedade, em meio a uma peste que assola a cidade de Oran, na Argélia. Ficção oportuna em época de pandemia.
  • Renegados (Editora Rocco, R$ 64,90, 512 páginas, tradução de Regiane Winarski), romance da escritora norte-americana Marissa Meyer, trata de um grupo de humanos com habilidades extraordinárias que emergiram das ruínas de uma sociedade colapsada. Eles estabeleceram a paz onde o caos reinava e simbolizam esperança e coragem.

A propósito...

Amanhã, pela quinta vez, vou tentar resolver o problema. Consegui colocar um outro aplicativo de e-mail no celu, mas o Whatts não está baixando. Meu Deus! Melhor ir dormir um pouco, ao menos, quem sabe de madrugada algum duende misterioso resolva o problema que os gurus e "advisers" não estão conseguindo dar conta. Quem sabe vou em algum centro espírita e peço para o Kafka baixar e dar um final para a história? Pelo visto ela ainda vai longe. Mas agora é uma questão de honra, não vou dar um tiro no celu ou tocar fogo nele. Vou aguardar a ligação do guru da fábrica do celu e rezar. Rezar sempre é bom. Pensando bem, acho que vou recorrer para o STF, que tem a palavra final e o direito de errar por último. (Jaime Cimenti)
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