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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 29/11/2019.
Alterada em 29/11 às 03h00min
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Suspense brutal, intenso e cheio de adrenalina

LIVRO SEM SAÍDA

LIVRO SEM SAÍDA


/REPRODUÇÃO/DIVULGAÇÃO/JC
 Sem saída (Faro Editorial, 272 páginas, R$ 44,90, tradução de Carlos Szlak), romance de Taylor Adams, aclamado escritor de thrillers e diretor de curtas-metragens, foi vendido para 33 países e será adaptado para o cinema pelo diretor de Logan. Será uma superprodução da Fox Filmes.
 Sem saída (Faro Editorial, 272 páginas, R$ 44,90, tradução de Carlos Szlak), romance de Taylor Adams, aclamado escritor de thrillers e diretor de curtas-metragens, foi vendido para 33 países e será adaptado para o cinema pelo diretor de Logan. Será uma superprodução da Fox Filmes.
Taylor Adams graduou-se na Eastern Washington University e ganhou o prêmio Excellence in Screenwriting e, antes de tornar-se escritor, trabalhou por muitos anos na indústria do cinema e televisão. Atualmente, reside no estado de Washington.
A trama empolgante de Sem saída gira em torno da protagonista Darby Thorne, uma estudante de arte que estava enfrentando um grande drama familiar. Depois de jurar que não voltaria para casa tão cedo, ela recebe a notícia que sua mãe está com uma doença terminal. Naquela noite fatídica, Darby achava que já estava vivendo problemas enormes, enfrentando uma nevasca, sem correntes nos pneus, tentando chegar para a cirurgia de sua mãe.
O tempo ruim faz Darby ficar presa num centro de apoio na estrada, sem sinal de celular e sem notícias. Aquilo que já parecia um pesadelo era na verdade muito pior. Procurando sinal de celular, a moça tropeça numa cena inimaginável: olhando pela janela de um carro, ela vê uma garotinha presa e amordaçada numa jaula dentro de um furgão cinza. O psicopata que fez isso é uma das quatro pessoas presas pela neve ali. Mas quem?
Mais que descobrir quem é o proprietário do veículo no qual a criança está presa, Darby precisa descobrir quem dos quatro desconhecidos do local poderia ser um aliado para ajudar no resgate. Isolados pela neve, aguardando o amanhecer, qualquer deslize pode ser fatal. O perigo vai aumentando e cada minuto pode ser o último.
Naquele lugar no meio do nada, em meio à terrível nevasca,a narrativa bem construída vai se desenvolvendo com suspense intenso, brutal e cheio de adrenalina. A protagonista incrível, antes despreparada e assustada, vai demonstrando coragem e sacrifício, e as reviravoltas vão acontecendo. O local tem uma máquina de comida, um rádio que não funciona muito bem, uma jarra de café e quatro estranhos que tiveram a mesma má sorte.

Meyer-Clason no Brasil, por Rafael Guimaraens

Hans Curt Meyer-Clason Ludwigsburg, 1910, Munique, 2012, foi o célebre tradutor que introduziu a literatura brasileira (e latino-americana) na Alemanha, na segunda metade do século passado. Com seu trabalho, os alemães conheceram Macunaíma, de Mário de Andrade, e Dona Flor e seus dois maridos, de Jorge Amado. Meyer-Clason traduziu Eça de Queirós, Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Fernando Sabino, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, entre outros.
O jornalista e escritor Rafael Guimaraens , nascido em Porto Alegre em 1956, autor de 16 livros que narram sobre pessoas e fatos com base em dados históricos, lançou na última Feira do Livro o romance histórico O espião que aprendeu a ler (Libretos, 216 páginas, R$ 33,00). Rafael já publicou, entre outros, os livros Tragédia da Rua da Praia, 20 relatos insólitos de Porto Alegre e Fim da linha - O crime do bonde.
Em O espião que aprendeu a ler, Rafael Guimaraens traz uma narrativa romanceada sobre o período em que Mayer-Clason viveu no Brasil, entre 1942-1954. De 1940 a 1942, viveu em Porto Alegre, quando foi preso pela polícia gaúcha acusado de ser espião nazista - algo que nunca admitiu. De 1942 a 1947, ficou preso na Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Lá conheceu o barão alemão Gerd Von Rhein, que tinha sido preso pela Gestapo e depois deixou a Alemanha com seu parceiro. Por intermédio do barão Curt, conheceu toda a literatura de Homero a Sartre. Não fosse a prisão, Curt teria permanecido empresário e não teria se tornado escritor e tradutor.
A narrativa romanesca de Guimaraens foi realizada após pesquisas em relatórios policiais, processos judiciais, revistas e jornais da época, cartas e documentos do próprio Meyer-Clason. Como se vê, mostra uma história repleta de paixões, suspense, mistério, política e descobertas, na qual a literatura emerge como grande fator de transformação do ser humano.
As primeiras partes da obra tratam de Porto Alegre no final da década de 1930 e inícios da década de 1940, e contam sobre as atividades do delegado Plínio Brasil Milano, que, apesar de ter vivido somente 36 anos, teve uma trajetória brilhante, sendo declarado em 1983 o patrono da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul.
Nas partes finais do romance, é retratada a prisão de Meyer-Clason e sua estadia no presídio da Ilha Grande , no Rio de Janeiro, até 1947. Nas páginas finais, há cópia da petição do advogado Alcebíades Delamare Nogueira da Gama, de 9 de julho de 1947, solicitando a revisão da sentença condenatória e a libertação de Meyer-Clason.
Ao sair da prisão, Meyer-Clason ficou no Brasil até 1954, trabalhando com importação e exportação. Entendeu que era o momento de voltar à Alemanha. Foi trabalhar, em Munique, com Fritz Jaffé e Jürgen Rausch, revisores da editora Deutsche Verlagsanstalt, realizando pequenas traduções. Lá conheceu Christiane Thye, que seria sua grande companheira de vida e de aventuras literárias. Saudoso do Brasil, Curt frequentava o consulado brasileiro, retirava livros da biblioteca e traduzia para si mesmo poemas de Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira.

Lançamentos

LIVRO POP, ROCK E CAFEZINHO
Mauro Borba apresenta memórias de uma rádio e do seu principal programa
REPRODUÇÃO/DIVULGAÇÃO/JC
  • Pop, Rock e Cafezinho - Aconteceu desse jeito (BesouroBox, 216 páginas) (acima), de Mauro Borba, consagrado radialista e hoje diretor-geral da Rádio Mix Porto Alegre e apresentador do programa Cafezinho, apresenta memórias de uma rádio e do principal programa. Histórias, bastidores e o que de fato aconteceu com o programa que segue nas ondas da Mix FM.
  • O Tempo é o senhor da razão e outras crônicas (Pubblicato, 156 páginas) é a obra de estreia do jornalista gaúcho Gilberto Jasper, 59 anos, que já trabalhou em Zero Hora, Gazeta do Sul, Informativo do Vale e O Alto Taquari. São 120 crônicas que falam de amigos, futebol, memórias, política, jornalismo, sociedade e família.
  • Nada mais maldito que um amor bonito (Bertrand Brasil, 128 páginas), do poeta, publicitário e escritor Everton Behenck, apresenta poemas densos, fortes e pungentes sobre o amor. Fabrício Carpinejar, Martha Medeiros e Maria Rezende escreveram as apresentações. "O amor pode não dar certo, mas só ele pode nos dar tudo", sintetiza o poeta.

A propósito...

Depois de uma vida movimentada, com aventuras na realidade e no mundo das letras, Hans Curt Meyer-Clason faleceu em 2012, poucos meses antes de completar 102 anos, em seu apartamento na Lucile Grahn Strasse, junto ao Prinzregentheatre, em Munique. A companheira Christiane e as filhas Juliana e Philine estavam ao seu lado. Na comunicação de falecimento, ele pediu que constasse um fragmento de um poema do português Miguel Torga , seu grande amigo: Grato ao mar, por nunca mais me despertar/Grato ao céu, por sempre me cobrir. Com O espião que aprendeu a ler, o jornalista e escritor Rafael Guimaraens põe de novo a circular entre nós um homem, uma vida e muitas histórias , bem como acontece com as boas biografias romanceadas. (Jaime Cimenti)
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