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Porto Alegre, sábado, 16 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Colunas

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Carlos Pires de Miranda

Gastronomia

Prato do dia

Edição impressa de 15/03/2019. Alterada em 16/03 às 18h09min

A busca pelas melhores mil-folhas do Brasil

Paris6 Classique, em São Pualo, tem um monumento em formato de mil-folhas de creme

Paris6 Classique, em São Pualo, tem um monumento em formato de mil-folhas de creme


CPM/ESPECIAL/JC
Há tempos quero fazer a seleção brasileira de mil-folhas, uma de minhas sobremesas prediletas, próxima aos bem-casados pelotenses, aos churros de vanilla de uma franquia que peço em outlets de Orlando, lado a lado com o rocambole de laranja, do qual o Calamares nos deixou na orfandade e que Chef Lucio, magnânimo, vez ou outra reproduz nos bufês de seus almoços dominicais na Germânia. Ufa!
De volta ao tema mil-folhas. Tenho experimentado quase todos os que se atrevem a desafiar meu proverbial apetite, despertado desde os rústicos exemplares disponíveis na cantina do Colégio Rosário, no século passado. Há uns 20 anos, em Paris, a cada entardecer comprava duas baguetes e dois mil-folhas antes de voltar ao apartamento - maravilhas!
Em Porto Alegre, meu reencontro inesquecível com a iguaria foi há mais de uma década, no Marcelo Pâtissier, ali na rua Marquês do Pombal - um show, na época escrevi umas mil palavras sobre ele. Depois conheci o do Press - em um domingo, no recém-inaugurado Moinhos Shopping -, um sucesso assinado pela pâtissière do grupo, irmã de uma das sócias. Entrou na lista, fácil, acrescido da versão com recheio de chimia de abóbora e nata batida, apresentada pelo Bah.
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No BAH, a versão do doce tem recheio de chimia de abóbora e nata batida

Diego Andino também está no time, com essas criações com split banana, romeu e julieta, embora lá em casa prefiram o que ele faz com doce de leite, enquanto o colunista é fã do recheio de creme.
Em São Paulo, o Paris6 Classique, ao final de um lauto e tardio almoço, me apresentou um monumento em formato de mil-folhas de creme. Um cara normal teria almoçado só isso, para mim foi um perfeito arremate a uma feliz e lauta refeição.
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Diego Andino está no time com essas criações com split banana, romeu e julieta

Parecia formado um fortíssimo elenco, pois não? Que nada. Ocorreu de nosso filho querer praia, mar. E como não dá para ir toda hora a Punta Cana, Lido Beach ou ao Nordeste, optamos por Garopaba. Foi lá que conhecemos a Karamellu's. Ela monta na hora, quantos quiser, as lâminas folhadas se desmancham na boca, o recheio de creme é perfeito, jamais como um - é de dois para mais.
Na indefinição sobre qual seria o melhor, sigo comendo todos. Sem culpa ou arrependimento - além do sabor, o mil-folhas me remete aos tempos de garoto, no recreio do colégio, e esse apelo é irresistível.

Via e-mail

Mujica de peixe

Mujica de peixe


BOAZ/DIVULGAÇÃO/JC
  • Em Caxias a novidade é o Boaz, parceria de Paulo Almeida e do chef William Williges. Capacidade para 50 pessoas, cozinha integrada ao salão e menu que tem de pato a filés. Em destaque, a mujica de peixe da foto, com mandioquinha, coco queimado, azeite de salsinha, geleia de pimenta biquinho e um toque de limão siciliano. Rua Pedro Tomazi 1.028.
  • Na condição de parrilla, Los Cinco ingressou naquele badalado circuito da rua Nova York. Domingo caminhávamos por ali e o pessoal se preparava para o primeiro almoço da casa, que normalmente só funcionava à noite. Olhei o menu, tem picanha, três miúdos de boi e outras atrações. Mas de matambre, nem sinal.
  • Agora só caminhamos pelas ruas. Sábado havia uma idosa, de cabelo parafinado, em companhia de um cachorro preto do tamanho de um terneiro, solto pela calçada do Parcão. Assustou uma criança, que tropeçou e caiu. Admoestada por uma jovem, mandou "procurar a fiscalização". Vi toda a cena. Domingo, lá estava a idosa de novo, o enorme cão solto, pulando entre as pessoas.
  • Nessas caminhadas se percebe o que, de dentro do carro, passa batido: a quantidade de imóveis disponíveis para venda ou locação, o número de bares e restaurantes que desistiram. Lá na rua Pedro Ivo, a Riso Osteria também fechou, embora prometa abrir em outro lugar.
  • Sem problemas: temos a Tutto Riso, renomada e tradicional especialista na matéria, na rua Dinarte Ribeiro. 116.
  • Um que fechou e reabriu com outra proposta: Orquestra de Panelas, que agora se chama Hive. São três sócios e uma ideia: cardápio saudável, com ingredientes orgânicos - até as carnes, representadas pelo filé com legumes aí da imagem. A partir de 18h30min, na rua Padre Chagas, 196.
  • Já o charmoso Lorita definiu: até maio, abre somente de quintas-feiras a sábados, para o jantar. O menu alternativo, de inspiração vietnamita, segue disponível, e os clássicos da chef Roberta, também. Reservas: 3264-6000.
     
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