Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 17 de julho de 2018.
Dia de Proteção às Florestas .

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Carlos Pires de Miranda

De Olho na tevê

Notícia da edição impressa de 17/07/2018. Alterada em 16/07 às 22h09min

Há vida depois da Copa

Foi-se o Mundial da Rússia, voltamos às nossas competições nacionais desde ontem - no caso, Copa do Brasil -, amanhã retomamos o Brasileirão, mês que vem a Libertadores. A atual janela já desmontou elencos, outros foram reforçados ou simplesmente repuseram as peças vendidas, do jeito que deu. O Grêmio, que terá uma duríssima campanha nas próximas semanas, perdeu Arthur - talvez Kannemann - e busca uma solução caseira; trouxe Marinho para ser, na direita, a flecha que Everton é na esquerda. O Inter, que terminou o semestre em alta, cuidou de reforçar-se na zaga e no ataque. A partir de agora, até dezembro tudo será decisão.
Uma campeã legítima, mas...
Futebol na França é assim: o poderoso Paris Saint-Germain batendo nos demais, a maior parte dos craques da seleção jogando na Inglaterra, alguns na Espanha, apenas três em seu país - claro que no PSG mesmo. Sem roubar méritos desse recém-conquistado segundo título mundial, em momento algum a França impressionou. A Croácia, mesmo a Bélgica, até o Brasil, mostraram mais brilho e talento do que a campeã. Por que ganhou? Ora, pelo quesito eficiência, que o próprio Tite consagrou no Corinthians: defende-se bem e quando surgem chances, faz. Foi o que se viu na final.
África, presente!
Nenhuma seleção africana, nem mesmo o Egito do prodigioso Salah, conseguiu chegar além da fase de grupos. Mas os africanos estavam bem representados até o final, por craques que nasceram naquele continente ou descendem de pais imigrantes, à semelhança desses que hoje são enxotados pela intolerância de alguns governos. Há histórias de vida muito bonitas a contar. Como a do jovem Mbappé, por exemplo, filho de pai camaronês e mãe argelina, que resiste a vultosas propostas para não sair de seu país. Ou do baixinho Kanté, que catava lixo nas ruas de Paris e hoje é do Chelsea.
É tudo tão estranho...
O que moveu a Fifa a sediar a Copa de 2022 no Catar? Ora, dinheiro. E bem sujinho, a julgar pelos processos de que vários dos votantes são alvos, capazes de escolher o minúsculo país do Oriente Médio em detrimento dos Estados Unidos, candidato vencido. Aliás, quando a Copa de 1994 aconteceu no gigante norte-americano, sem nenhuma tradição futebolística, havia o argumento de que seria para desenvolver o esporte em um florescente mercado, o que realmente ocorreu. Mas no Catar, em novembro, bagunçando qualquer calendário, não tem explicação.
Pitacos
  • Tite, ok, certamente continuará no comando. Mas quantos do atual grupo poderiam voltar em 2022? Poucos. Será a vez de Arthur, talvez Luan e muitos que irão surgir até lá.
  • O Zequinha só nos dá alegria, será o único gaúcho da Série C em 2019. A menos que...
  • Sim, está doloroso torcer em campanhas como as que Juventude e Brasil de Pelotas vêm cumprindo na Série B. Ou reagem imediatamente ou vão jogar apenas para não cair.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia