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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 17/09/2018.
Alterada em 19/09 às 15h43min
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O que o comércio chinês pode ensinar ao varejo brasileiro

Debus (e) e Resende conheceram as tecnologias adotadas no país

Debus (e) e Resende conheceram as tecnologias adotadas no país


/CDL/DIVULGAÇÃO/JC
Pequim
Em visita à China no início deste mês, o presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus, e o vice-presidente de marketing e relações internacionais, José Roberto Resende, conheceram as modernidades e as tecnologias adotadas pelo comércio local.
Integrando uma comitiva nacional de altos executivos, como da rede Magazine Luiza, a dupla apresentou em evento realizado na última terça-feira, no Teatro do CIEE, o que viram na China. Na entrevista a seguir, eles anteciparam um pouco do que foi tratado no evento.
Jornal do Comércio - O que mais chamou a atenção de vocês em relação ao que viram sobre o varejo chinês?
Alcides Debus - A enorme quantidade de lojas e de grandes marcas de luxo vendendo por um preço muito superior ao que vemos em outros países. Isso porque existe uma renda disponível e uma grande população para consumir. O chinês adora marcas estrangeiras e não se importa em pagar mais caro.
José Roberto Resende - A forte participação do e-commerce. As vendas on-line representam entre 20% e 25% do comercializado, muito acima dos EUA (10%) e do Brasil (4%). Essa participação tende a aumentar muito com as estratégias como entrega de perecíveis e mercearia em prazos muito rápidos, a partir das lojas mais próximas ao pedido.
JC - O que já poderia ser aplicado no Brasil?
Debus - Principalmente o avanço dos meios de pagamento. Na China, já estão disseminadas as compras com o celular, através de QR Codes. Os chineses não saem de casa com carteira ou dinheiro. Eles recebem o crédito do seu salário em um sistema e têm a possibilidade de pagar tudo o que precisam com o celular: consulta médica, transporte, supermercado etc.
Resende - O chinês tem obsessão por dados e consegue transformá-los em venda, entregando o produto certo para o cliente certo no momento adequado. Usa, para isso, todo o tipo de tecnologia. O varejo brasileiro ainda utiliza de forma precária os poucos dados existentes.
JC - E, dentro da realidade brasileira, o que o comércio pode tomar como lição?
Debus - O uso de dados, que podem ser amplamente qualificados, analisando a relação com o consumidor, para planejamento, reposição de peças, evitando ruptura de estoque, entendendo qual produto ofertar a qual consumidor, de forma eficaz.
Resende - O comércio chinês e as empresas de tecnologia e de varejo criaram um ecossistema interligado, operando em conjunto para potencializar vendas e entregar produtos e serviços diferenciados ao consumidor, em um cenário no qual todos ganham. No Brasil, em geral, as empresas operam de forma individual, o que retarda e dificulta o processo de inovação.
JC - O que mudou, depois dessa viagem, sobre a visão do comércio e o futuro do setor?
Resende - A velocidade com que as coisas acontecem e a percepção da idade dos executivos e técnicos das empresas. Na Tencent, a idade média dos executivos é 31 anos. A juventude traça os novos destinos da China, implementando mudanças em um ritmo alucinante. Os executivos brasileiros que foram à China no passado e voltaram agora sentiram o quanto tudo mudou em um ano. Os empresários voltam com uma nova visão para conduzir os negócios.
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Thiago Copetti

A convite do Centro Internacional de Imprensa da China, o repórter está participando de um intercâmbio no gigante asiático. No blog Conexão China, apresentará, além de informações econômicas e políticas da segunda maior economia do mundo, também curiosidades culturais e gastronômicas, dicas de turismo e como é o cotidiano da vida em Pequim.