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Porto Alegre, terça-feira, 04 de agosto de 2020.
Dia dos Padres.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
terça-feira, 04 de agosto de 2020.
Notícia da edição impressa de 04/08/2020.
Alterada em 03/08 às 21h27min

O sol nascerá?

ROMAR RIGON/DIVULGAÇÃO/JC
Agosto, mês do desgosto, como diz o ditado, mais pela rima que pela realidade. Mas este agosto é diferente. Pode ser o mês vermelho, da continuação do tudo fechado, ou pode ser o mês do alívio com a reabertura do comércio, mesmo que em horários reduzidos. Melhor isso que nada. As nuvens da borrasca já deixarão passar alguns raios do sol.
Agosto, mês do desgosto, como diz o ditado, mais pela rima que pela realidade. Mas este agosto é diferente. Pode ser o mês vermelho, da continuação do tudo fechado, ou pode ser o mês do alívio com a reabertura do comércio, mesmo que em horários reduzidos. Melhor isso que nada. As nuvens da borrasca já deixarão passar alguns raios do sol.

Rompimento à vista

Na carta em que diversas entidades empresariais pedem a reabertura imediata de todo o comércio de Porto Alegre, com redução de horário de funcionamento das lojas e shoppings, chama a atenção o último parágrafo. Embora peçam o diálogo, advertem que a continuação do status quo implicará em "ruptura dos canais de interlocução". No popular, fim de papo.

Zum zum zum

Corre por entre mesas e cadeiras do pequeno comércio que, nesta quinta-feira, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), vai permitir a reabertura de algumas operações. O problema do zum zum zum é que, se não se confirmam, a depressão vem em dobro.

A noite dos desesperados

Operações gastronômicas que se esforçam para não fechar em definitivo lutam contra outra despesa, as ações trabalhistas dos empregados que foram obrigados a demitir. Mesmo à luz da nova legislação, alguma coisa o empregado sempre leva. Sem falar na despesa com advogados.

O manual do pedinte

Sair de casa levando alguns trocados ou cédulas de pequeno valor para quem pretensamente mais precisa. A reserva se esgota em poucas quadras a pé ou sinaleiras de carro. E quando se diz não, o pedinte resmunga algo do tipo "que cara mais pão-duro!", com ou sem ofensa como bônus. Dê preferência aos que, mesmo ante a recusa, agradecem.

Beijinho salgado

Dizer que o distanciamento interpessoal é uma conquista de hoje é não lembrar nem os anos passados. Quando uma pessoa gripada se aproximava de outra, já ia alertando "não chega perto porque estou com gripe". Dois beijinhos nem pensar. Aliás, a cultura beijoqueira gaúcha vai demorar a voltar.

Não vale o escrito

O painel que mostra o número de internados em Porto Alegre raramente corresponde à realidade do momento por causa de atraso nas notificações, que podem aumentar e até diminuir o número de casos, ou faltou fazer a tabulação. Ou seja, não vale o escrito.

Para sempre

Como o casamento, que seja eterno enquanto dure. A OMS disse que a Covid-19 veio para ficar. Significa que virou endemia, que mata mais que vírus comum da gripe como a H1N1. Com uma ressalva: esta já matou muita gente e segue matando, mesmo em menor escala, especialmente os idosos e pessoas com as famosas comorbidades. Então, vem a pergunta: vamos ficar isolados para sempre?

Três em um

Publicação científica, a Nature Human Behaviour divulgou estudos de instituições europeias dando conta de que, desde dezembro até maio, cada infectado no Brasil passou o vírus para mais três. Se assim foi, temos mais de 60 milhões de infectados. Onde estão?

Poço sem fundo

Nos últimos 25 anos, os governos foram aumentando o número e as alíquotas dos impostos para emparelhar despesa com receita. Nunca conseguiram. A folha salarial do funcionalismo aumenta vegetativamente. Com o dilúvio de dinheiro despejado em função do vírus, podem aumentar a carga por mais 25 anos que não emparelha.

Bronca de condomínio

É comum. Estima-se que existam 50 mil condomínios no Rio Grande do Sul, dos quais 50% na Região Metropolitana, sendo 13 a 14 mil em Porto Alegre. Para Daniel Cirne Kowalczuk, da Fortus Audit, o resultado é muito questionamento junto aos síndicos e administradoras. Por desinformação ou má fé, as falhas mais apuradas são ausência de notas fiscais, despesas lançadas incorretamente, entre várias outras causas.

A praga que dá filhotes

A nova nuvem de gafanhotos que apareceu na Argentina desta vez não veio da África, trazida pelas correntes de jato, ou jetstreams. Deve ser a segunda ou terceira geração dos que de lá vieram. Gafanhotos botam ovos no colo, que eclodem alguns meses depois, preferencialmente na primavera. Parece que estes são prematuros. Pepinos à frente.

Me esqueçam...

O ataque à Lava Jato feita pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, tem concordância da esquerda, da direita, e de alguns ministros do STF. Houve excessos jurídicos, por assim dizer.

...até 2022

Curiosamente, em vez de enfraquecer a candidatura de Sérgio Moro em 2022, pode turbiná-la se ele souber transformar limão em limonada. Depende da habilidade em espremê lo. Pode usar esse conluio branco na campanha.

90 anos de vidas

O Hospital São Francisco da Santa Casa completou 90 anos no dia 31 de julho. A comemoração do aniversário foi adaptada ao momento atual. Uma live musical conduzida pelo diretor médico do São Francisco, Fernando Lucchese, contou com a participação de Isabela Fogaça, Luiz Coronel, Renato Borghetti e Luiz Carlos Borges, que encerrou a atividade com música de sua autoria que homenageia os funcionários.

A primeira

A Junta Comercial, Industrial e Serviços do Rio Grande do Sul (JucisRS) tem nova presidente. A advogada Lauren de Vargas Momback é a primeira mulher a assumir a autarquia em 143 anos de história.

Família Previdência

O presidente da Fundação Família Previdência (FFP), Rodrigo Sisnandes, assinou termo de posse para um novo biênio de mandato à frente da entidade (2020-2022). Ele foi reconduzido ao cargo em cerimônia virtual do Conselho Deliberativo da FFP. Está na presidência desde 2018.

Ponto de vista

Privado, o Mercado Público de Porto Alegre já é. O que a prefeitura quer privatizar é o negócio Mercado Público. Se lá atrás os concessionários tivessem bala e vontade, o negócio hoje seria deles.

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Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.