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Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 18 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 30/06/2020.
Alterada em 30/06 às 09h01min

Pôr do sol espichado

/ALFONSO ABRAHAM/DIVULGAÇÃO/JC
A descida do Astro Rei - ou subida da Terra - sempre é um espetáculo com ou sem pandemia. A imagem mostra o Pontal do Estaleiro na direita, e a looonga lateral, já mostrando o escalão avançado das nuvens de chuva que vem chegando. Com elas, o frio.
A descida do Astro Rei - ou subida da Terra - sempre é um espetáculo com ou sem pandemia. A imagem mostra o Pontal do Estaleiro na direita, e a looonga lateral, já mostrando o escalão avançado das nuvens de chuva que vem chegando. Com elas, o frio.

Vazio eleitoral

A não ser que a contaminação dê marcha-ré, pelo amansamento do vírus ou descoberta de vacina eficaz, as eleições municipais nos grandes centros correm o risco de abstenção jamais vista. A insegurança dos eleitores vai dominar corações e mentes por um bocado de tempo.

Soltos e perigosos I

Aumenta cada vez mais o número de apenados que ganham liberdade por conta de surtos do vírus nas casas prisionais. É um pequeno exército de criminosos que se soma ao grande exército do Crime S.A. Arrastões e assaltos em paradas de ônibus nos bairros e subúrbios apavoram os usuários, alguns obrigados a ficar horas até passar um ônibus que tenha lugar disponível.

Soltos e perigosos II

A Brigada Militar e a Polícia Civil fazem o que podem e até mais um pouco, mas é o velho problema estrutural. Décadas negligenciando e empurrando com a barriga a construção de novos presídios deu nisso. E com uma legislação penal frágil e bondosa, para dizer o mínimo, tudo piora. A fatura chegou, e é paga por quem sempre paga a conta.

Panes em sequência

Com meses de uso constante e com casa cheia, os equipamentos caseiros começam a pifar um por um. São vazamentos, coisas que quebram, computadores dando pane, banda larga e pacote de dados no limite, dinheiro curto, tudo engrossa o caldo que leva à exaustão, criando e ampliando conflitos individuais e coletivos.

Os eternos esquecidos

Com as novas ciclovias na cidade, a prefeitura da Capital lança campanha para o trânsito seguro para as bicicletas. Interessante é que ninguém lembra de fazer uma campanha para o andar seguro dos pedestres, que estão na mira de ciclistas imprudentes nas calçadas ou quando atravessam as ruas com sinal a seu favor.

Vox populi I

Às vezes, pode ser Vox Dei. Perguntem a qualquer pessoa se é o governo ou o povo o maior responsável pelo mau destino do Brasil. A maior parte responderá que é o povo ou, no mínimo, os dois. E não é de hoje essa nossa percepção da realidade.

Vox populi II

O saque emergencial de R$ 600,00 por pessoas abonadas que não precisam desse dinheiro é, como se diz, um forte indício. O pior é que quem diz que o povo brasileiro não presta é o próprio povo. Exagero ou não, indubitavelmente somos uma sociedade fraca.

Acerto de contas

O grupo China National Biotec Group informou que uma vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pela empresa se mostrou capaz de imunizar todas as pessoas que receberam as doses. Se der certo, será um acerto de contas. Lá, tudo começou, lá tudo pode terminar.

Gafanhotos do passado...

O Rio Grande do Sul padeceu várias vezes com a praga dos gafanhotos, e uma das piores foi em agosto de 1947. A devastação foi grande. No Vale do Caí, colonos saíam a campo agitando bandeiras vermelhas, por acreditar que os espantava. Inútil. Uma das sete pragas do Egito devora tudo que é verde ou bege-marrom. Pior é que botam ovos que eclodem na primavera.
 

...abatidos pela força aérea

Em meados dos anos 1970, atingiram especialmente o Alegrete, na Fronteira Oeste. Foi no final do verão e a nuvem causou medo. Mas a salvação se deu de duas formas. A primeira foi a migração enorme da ave conhecida como João Grande, que os devoravam. A força aérea João Grande foi a salvação da lavoura. Para liquidar a fatura, chuvas abundantes na primavera "afogaram" os que iriam nascer.

Balanço das UTIs

Ontem, dos 712 leitos de UTIs adultas disponíveis em Porto Alegre, 551 (77,4%) estavam ocupados, sendo que 26,5% (146) eram de pacientes com Covid-19. Ou seja, nem tudo é coronavírus na vida hospitalar.

Recordar é sofrer

No dia 30 de maio a prefeitura da Capital alegrava-se pelo menor número de casos graves internados em UTIs em 27 dias. O pico havia sido em 10 de abril, com 43 leitos ocupados por doentes com coronavírus. O primeiro caso grave registrado em Porto Alegre foi no dia 8 de março.

Tudo tão estranho...

Se apesar do isolamento - e o porto-alegrense tem sido fiel a ele na sua maioria -, os casos de Covid-19 continuarem crescendo, faltará uma explicação que tenha a ver exatamente com ele.

Obra do século

Quase século e meio. O presidente Jair Bolsonaro inaugurou no Ceará o primeiro reservatório da transposição das águas do rio São Francisco. A obra gigantesca vem desde os tempos do Imperador Dom Pedro II.

Por falar em século...

...depois de anos de promessas de conclusão seguidas de explicações sobre novos problemas, a restauração do prédio que abrigava os cinemas Imperial e Guarani, na Rua da Praia, ruma célere à longevidade sem conclusão. E com a pandemia, adeus tia Chica.

Conexões

De 13 a 17 de julho, ocorre o primeiro multievento on-line da Unisinos, o "Conecta . O amanhã nos aproxima". Pensado para alunos e futuros alunos, o evento contará com cerca de 200 atividades e atrações, todas abertas ao público e totalmente gratuitas.

Perda total

De um modo geral, várias instituições de pesquisa estão a indicar que em torno de 70% dos brasileiros perderam renda durante a pandemia. É dinheiro que não volta mais, alargando ainda mais o buraco da economia. Os 30% restantes têm mais é que agradecer ao deus ou deuses de cada um. Metaforicamente falando.

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Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.