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Porto Alegre, terça-feira, 19 de maio de 2020.
Dia Nacional da Defensoria Pública.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
terça-feira, 19 de maio de 2020.
Notícia da edição impressa de 19/05/2020.
Alterada em 19/05 às 09h32min
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Os esquecidos I

/FERNANDO ALBRECHT/ESPECIAL/JC
Quando se fala em Mercado Público, as primeiras imagens que surgem são as bancas e restaurantes do espaço, e, depois, as lancherias e outras operações na parte de fora. Podem passar despercebidos os espaços quase contínuos dos feirantes de hortifrúti, de ervas e de chás com propriedades medicinais.
Quando se fala em Mercado Público, as primeiras imagens que surgem são as bancas e restaurantes do espaço, e, depois, as lancherias e outras operações na parte de fora. Podem passar despercebidos os espaços quase contínuos dos feirantes de hortifrúti, de ervas e de chás com propriedades medicinais.

Os esquecidos II

Esse povo sofre concorrência de bancas montadas no Largo Glênio Peres, que têm a vantagem da informalidade, portanto, não precisam pagar aluguel nem taxas ou impostos. É o mesmo que acontece com o mercado persa em que se transformou o Centro Histórico de Porto Alegre. Pagam os justos pelos pecadores.

Sem perdão

Mesmo com a pandemia, carros estacionados em ruas de pouco movimento da área azul não estão escapando da fúria fiscal. Um dos bairros mais visados na Capital é o Moinhos de Vento.

Doação partidária

A Juventude do MDB gaúcho decidiu lançar um desafio para os seus militantes de todo o Estado: transformar ação virtual em real e mantê-los ativos. Durante 10 dias, se mobilizou, através das redes sociais, para arrecadar alimentos, agasalhos, produtos de higiene e realizar mutirões para prestar informações sobre o auxílio emergencial do governo federal. No chamado Dia J, foram entregues doações para 25 cidades.

Torneira na praça

PG3 CAMELÔ

/FERNANDO ALBRECHT/ESPECIAL/JC
Em geral, os produtos oferecidos pelos camelôs são sempre mais do mesmo, com poucas variações. O uruguaio Gustavo é a exceção que confirma a regra. Está vendendo torneira com extensão para acoplar em poços ou cisternas, segundo explicou. Como tirar na pressão carece de explicações.
 

Por falar em torneira...

No tempo em que o Dmae tinha loja nos altos do Mercado Público para pagar contas de água vencidas, no fim de extensa fila estava uma indignada senhora toda de preto com sombrinha idem. Quando chegou sua vez, ela fez uma curva no espaço com a ponta da sombrinha. Vociferou:

Não sei como vocês podem cobrar por algo que Deus dá de graça!

Sem se abalar, o funcionário devolveu o ataque com voz mansa.

Até dá, senhora. Mas não em torneira...

Uma coisa é uma coisa...

Um dos motivos que levam à desesperança da pessoa comum é a divulgação do número absoluto de infectados e letalidades, informação pela metade, mas com impacto dobrado. É preciso colocar esses dados sempre dentro do contexto. É o caso de comparar o número de mortes em cada país sem levar em conta o tamanho da população.

...outra coisa é outra coisa

Um bom exemplo são os dados de Covid-19 com data de ontem de manhã compilados pelo matemático porto-alegrense Davi Castiel Menda. Assim, são 41 mortes por 1 milhão de habitantes no mundo, 275 nos Estados Unidos, 76 no Brasil e 12,6 por milhão no Rio Grande do Sul. Sem ignorar a gravidade da pandemia, a percepção já é bem outra.

Baixou geral

Produtor de vinhos na Itália e no Rio Grande do Sul, o gaúcho Luiz Barichello seguiu o exemplo de seus colegas dos países vizinhos e está ofertando seus vinhos da Villa Bari com até 50% de desconto. Para os fiéis apreciadores de Baco, a época é de ouro para encher a adega.

Em briga de cachorro grande...

Com a taxa Selic baixa, aplicações comuns estão pagando uma miséria, rendem, no máximo, livre da inflação, entre 1% e 2% ao ano, mesmo para grandes quantias. Um gerente de banco local contou que mesmo clientes com mais de R$ 100 milhões ficam sem alternativa na renda fixa. Qual a saída para eles? Pode ser imóveis de luxo, mercado que resiste a crises, mesmo no Brasil. Aliás, temos um antigo ditado que diz "quem compra terra não erra".

...R$ 1 milhão é mixaria

Atribui-se ao Barão de Rotschild este conselho que ele mesmo seguiu no início do século XX: quando as ruas se enchem de sangue, eu compro imóveis. Não à toa que bilionários em dólar como Jeff Bezos, da Amazon, foram às compras. Comprou um triplex de cobertura de prédio onde já possuía quatro andares, em Nova York, por US$ 85 milhões; já o cantor Pharrel Williams sacou US$ 170 milhões da guaiaca para adquirir mansão em Miami.

Espiral

No fundo, pandemias são também uma grande espiral de ganhar muito dinheiro. Começa pequeno no centro e, na medida que vai se espaçando com o esforço do pânico amplificado pelos meios de comunicação, vai se desenvolvendo e gerando cada vez mais dinheiro para laboratórios, empresas de equipamentos de saúde e tudo que diga respeito ao "negócio" saúde.

Extinção postal

Se existe unanimidade é quanto aos Correios. Ou melhor, à sua falta. Os carteiros simplesmente desapareceram. A pouquíssima correspondência que chega, e quando chega, vai até um ponto, uma vez por semana. Pior, quem entrega são terceirizados, como eles explicam. Teria sido extinto os Correios e não nos avisaram?

Conflitos domésticos

Na terceira semana do isolamento social, a página já alertava sobre a possibilidade de conflitos familiares latentes, que emergem quando não há visão além das quatro paredes. A explosão de feminicídios é a ponta mais cruel dessa realidade. E também não será surpresa se houver uma explosão de separações e divórcios nos próximos meses.

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Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.