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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de março de 2020.
Aniversário de Porto Alegre. Dia do Cacau.

Jornal do Comércio

Porto Alegre, quinta-feira, 26 de março de 2020.
Notícia da edição impressa de 26/03/2020.
Alterada em 25/03 às 21h52min
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Tristeza sem fim

JOÃO MATTOS/DIVULGAÇÃO/JC
Imaginem se os casais de açorianos que fundaram Porto Alegre tivessem a antevisão de como seria a rua mais movimentada do Centro Histórico da cidade na semana do seu aniversário: triste, vazia e pessimista.
Imaginem se os casais de açorianos que fundaram Porto Alegre tivessem a antevisão de como seria a rua mais movimentada do Centro Histórico da cidade na semana do seu aniversário: triste, vazia e pessimista.
 

Precisão e pânico I

A questão da letalidade do vírus no Brasil precisa ser encarada à luz da racionalidade, e não do pânico que se autoalimenta. Fato: como não fazemos testes em massa, o número de infectados é muito maior, portanto, a taxa de letalidade é menor.

Precisão e pânico II

Então o número de mortos também deve ser maior? Não necessariamente. Atestados de óbito precisam ter a causa mortis. Nenhum médico deixaria isso em erro. Ainda com relação à letalidade, os Estados Unidos são um bom exemplo, com grande número de casos e letalidade relativamente baixa. Por que lá a abrangência dos testes é muito maior.

Precisão e pânico III

O número de casos oficiais em países tropicais deve ser multiplicado por 11. Quem assim o diz é o Centro para Modelagem Matemática de Doenças Infecciosas da London School of Tropical Medicine. Alguns institutos brasileiros falaram que o número de infectados seria 15 vezes maior que os números oficiais.

Esses alemães...

A Alemanha está acolhendo infectados italianos. É outro país que maximizou testes e, por isso, as mortes são bem menores que em países vizinhos.

Fase perigosa

Estamos na reta final de março, e no fim do mês-início de abril é tempo de pagar contas e receber salários. Serão duas tarefas muito difíceis para todo mundo. Difíceis e perigosas.

Vida malvada

Prestadores de serviço estão sendo dispensados pelas empresas e instituições. É apenas mais uma faceta da tragédia. A fome bate na porta.

Extermínio

Como se diz o médico e pecuarista Jorge Crispim, para acertar no carrapato estão matando a vaca.

Vírus político

Deve ser a primeira vez na história que um vírus vira ferramenta ideológica. Então, quanto pior, melhor.

E a grana?

Em outros tempos, seria engraçado: o decreto municipal que restringe a circulação de idosos em Porto Alegre contempla várias atividades em que eles podem ir, mas não o deslocamento até caixas eletrônicos. Eles não precisam de dinheiro por acaso?

Loterias da Caixa

Mas a Caixa não vai suspender todas as suas loterias além da Federal? Os que costumam te dar a sorte apostando alguns reais estão em casa. Os prêmios dos últimos sorteios caíram barbaridade.

Lucro nojento

Ontem, a página falou na solidariedade empresarial, mas as exceções são desumanas. Quando se faz um pedido de tele-entrega por aplicativo, vem o preço do cardápio mais a taxa de entrega. Mas, em alguns apps, o restaurante recebe só 70% do valor. Ora, isso é nojento. A margem já é pouca, e, com um terço a menos, não tem como trabalhar.

Mistérios hospitalares

Até agora, a prefeitura não explicou por que retiraram UTIs, leitos e outros equipamentos do desativado Hospital Parque Belém e não aproveitam o espaço físico.

Os milagreiros

Borbotam às centenas especialistas que ensinam como se virar nestes tempos. Só não ensinam como fabricar dinheiro em casa.

Brincadeira séria

A escritora Ana Pregardier, imortal da Academia de Letras, Artes e Cultura do Brasil, lançou uma ideia para entreter as crianças dentro de suas casas durante a quarentena. Ela está fazendo "lives" diariamente, a fim de contribuir para que os pais tenham momentos educativos com as crianças, estreitando o relacionamento por meio de brincadeiras, atividades e e-books.

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Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.