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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 22 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 20/01/2020.
Alterada em 19/01 às 21h10min

Proteção capilar

FERNANDO ALBRECHT/especial/JC
Quando se diz que o Rio Grande do Sul vive sob a égide da grenalização, é preciso levar em conta que ele assim o é em todas as manifestações ideológicas, sejam elas políticas, religiosas e o que mais vier pela frente. E assim é. Uma moradora de rua que faz ponto da Praça da Alfândega entendeu que Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana obedecem à mesma ilógica gauchesca. Pelo menos é democrática, contempla ambos os clubes.
Quando se diz que o Rio Grande do Sul vive sob a égide da grenalização, é preciso levar em conta que ele assim o é em todas as manifestações ideológicas, sejam elas políticas, religiosas e o que mais vier pela frente. E assim é. Uma moradora de rua que faz ponto da Praça da Alfândega entendeu que Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana obedecem à mesma ilógica gauchesca. Pelo menos é democrática, contempla ambos os clubes.
Mas tudo tem um lado bom. Pelo menos os dois poetas têm uma proteção contra os raios UV. Mas, se estátua pudesse falar, talvez Drummond declamasse parte do soneto Boca: zombas da minha raiva inútil.

Normal mas anormalulada

Estamos na reta final de janeiro, e, em alguns dias, nem parece que estamos em pleno verão. Desde dezembro que boa parte das madrugadas tem registrado temperaturas amenas e baixas até. A pergunta que se faz é o que vem pela frente, porque normal, normal, não é. 

Os amaldiçoados

Costuma-se dizer que, para citar frases perigosas, como foi o caso da proferida pelo secretário da Cultura, Roberto Alvim, tem que estar muito fora da casinha. Ao contrário. Eles estão é por demais dentro da casinha. Não conseguem avaliar o impacto que causa uma citação dessas. Foi o pior golpe que o governo Bolsonaro sofreu.
 

Por isso que...

...antes de recorrer a uma citação de nomes amaldiçoados por justa razão, caso de Joseph Goebbels, quem se apropria dela precisa entender bem como o mundo os vê - por isso são malditos. Podemos citar Stálin e Mao Tsé Tung sem nenhum problema.

De volta ao começo

O governo português tem constatado que um número muito grande de brasileiros está entrando no país, por isso quer dar preferência aos filhos e netos de portugueses que queiram voltar para Portugal. E quer que voltem, segundo a MC Contábil, que se especializou no assunto. No caso dos brasileiros, eles são bem-vindos, especialmente quando estiverem com a guaiaca recheada.

Dianteiro e traseiro

Sobre o alto custo da carne bovina. Nós, brasileiros, estamos mal-acostumados no hábito de comê-la. Na Europa e nos Estados Unidos, se come cortes do dianteiro do boi, peito principalmente, que lá é como se fosse de primeira, enquanto aqui é de segunda. A cultura do filé mignon e alcatra é coisa nossa. Além do mais, não é que a carne seja cara, o brasileiro é que ganha pouco.

De mentirinha

Líder do tráfico condenado a 20 anos cumpriu 10 anos e obteve progressão de regime. Bom comportamento. O terá fora? A legislação brasileira é como os antigos pecados venial e mortal da Igreja Católica. A nossa é venial. Nem vai para o inferno, mesmo sem se confessar. 

Estranhos ruídos

Até hoje, nenhum cantor ou cantora definiu exatamente o que vem a ser o tal de sertanejo cantado atualmente. É a diluição da diluição, é tão sertanejo quanto um afegão bávaro. Sertanejo e/ou caipira cantava João Pacífico, Tião Carreiro, Inezita Barroso entre tantos outros. O "sertanejo" de hoje poderia ter inspirado Tonico e Tinoco a compor Tristeza de Jeca.

Breve aqui

A invasão do espaço aéreo dos aeroportos é um problema tão sério que o de Heathrow, em Londres, instalou um sistema projetado para bloquear drones que entram em seu espaço aéreo. A informação é do Info Money. No caso brasileiro, especificamente no Tom Jobim, do Rio de Janeiro, o problema é em dobro, por causa dos irresponsáveis - praticamente criminosos - que lançam balões.

Pergunta e resposta

Leitor pergunta por que toda a sequência da BR-290 (de Libres a Buenos Aires) é duplicada com pedágio, rodovia de altíssima qualidade. Além disso, os argentinos estão duplicando o trecho que vai de Libres a Foz. Então ele pergunta por que aqui temos esse martírio, com raras exceções. Ora, meu caro, tanto a Argentina quanto o Uruguai têm uma coisa chamada capricho, artigo de primeira necessidade que, há muito tempo, sumiu da nossa despensa.

Sempre é mais do mesmo

Não é novidade que, a cada temporal, os serviços básicos da Capital entram em parafuso. Não é novidade que a fúria da natureza se manifesta desde que o imperador Nero era criancinha. E com as mudanças climáticas, devem turbinar. Então, faz parte do cotidiano, quase rotina de um serviço público.
O que acontece hoje é que, a cada evento, soltam da gaiola das explicações uma ave chamada "atípico". Quando se repetem, deixam de ser atípicos para serem típicos, e, como tal, deveriam ser encarados e prevenidos. 

Por falar em temporal...

...o antigo pleito de enterrar a fiação elétrica é uma parte da solução. Mas não existe enterro grátis. O custo seria alto, e, obviamente, a CEEE teria que repassá-lo ao usuário. Como quebrada está, não poderia bancar esse custo. Aí, voltamos ao velho ponto de uma cidade improvisada desde quando começou a ficar gente grande.

Miúdas

FAZ dias que o presidente do Supremo, Dias Toffoli, não pratica nenhum ato presidencial.
PELA primeira vez na história um avião decolou "sozinho", sem ajuda dos pilotos, informa o Aeromagazine. Façanha da Airbus com seu A-350.
MAS até os passageiros confiarem em voar sem pilotos a bordo vai uma distância da Terra à Alfa Centauro.
CONSUMO de remédios para câncer de pele cresce 268% em três anos, informa a ePharma.
E NÓS gostando de torrar ao sol nas praias e piscinas.
SOMOS governados por quatro poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Aquisitivo. (Eugênio Mohallem)
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Fernando Albrecht
Fernando Albrecht
Informações exclusivas em notas curtas, objetivas e bem-humoradas. Bastidores da política, observações econômicas, causos do cotidiano e um olhar diferenciado sobre a vida urbana estão na coluna Começo de Conversa.