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Começo de Conversa

- Publicada em 19 de Junho de 2022 às 19:33

O farol da cidade


ANDRESSA PUFAL/JC
Fernando Albrecht
Na comemoração das Bodas de Prata com o Jornal do Comércio, uma das paisagens mais inspiradoras e espécie de estrela-guia da Capital é o Mercado Público. Ele me deu um susto com o incêndio em 2013, mas felizmente não foi tão feio como parecia. Se eu me perdesse em uma noite escura e precisasse de alguma referência, me orientaria pelo cheiro das bancas. Aguçando o ouvido, seria a algazarra do caos organizado.

Na comemoração das Bodas de Prata com o Jornal do Comércio, uma das paisagens mais inspiradoras e espécie de estrela-guia da Capital é o Mercado Público. Ele me deu um susto com o incêndio em 2013, mas felizmente não foi tão feio como parecia. Se eu me perdesse em uma noite escura e precisasse de alguma referência, me orientaria pelo cheiro das bancas. Aguçando o ouvido, seria a algazarra do caos organizado.

 

Um dia de 25 anos

Reprodução de página da primeira coluna em junho de 1997

Reprodução de página da primeira coluna em junho de 1997


/REPRODUÇÃO/JC

Uma coisa deixei bem claro para o meu eu interior: se não estou me divertindo em pelo menos um terço do tempo do meu trabalho, algo está muito errado. Esse tem sido meu norte, sul, leste e oeste. Acho que também prolonguei minha vida na mesma proporção nestes 25 anos de Começo de Conversa. Agradeço a mim mesmo por ser fiel a esse princípio. Confesso que a fórmula embute uma pitada de sacanagem aqui acolá.

É preciso sacar um sorriso para atravessar esse vale de lágrimas, a vacina que só dá reação positiva. Como respondeu a atriz Tônia Carrero quando perguntaram se ela era feliz, eu sou feliz várias vezes por dia. É verdade que entre uma felicidade e outra há muita tristeza e tragédia. Nessas horas, pensamos que Deus nos largou de mão.

Em quanto tempo devemos completar a travessia. Bom, isso depende de vários fatores. Verdade que esses tempos esculpem rugas de preocupação e a revolta dos bichinhos microscópicos também não ajudam, mas estamos aí, como dizia o chargista Sampaulo. Ou, como abria os trabalhos nas reuniões da diretoria o poderoso Roberto Marinho, já aos 90 anos, "se um dia eu vier a faltar..."

São 9.125 dias (dentro da margem de erro), 25 anos ou um quarto de século, dependendo da ampulheta de cada um, desde a primeira coluna Começo de Conversa, em junho de 1997. Para mim, foi ontem.

 

Aqui se faz, aqui se paga

O castigo vem a cavalo. De tanto pintar e bordar, os políticos e os partidos estão pagando o preço por sua merecida má reputação.

A banalidade da distorção

Há algo profundamente errado na política partidária brasileira quando a luta pelo poder é mais a luta do poder da caneta para premiar fiéis escudeiros. É algo profundamente errado também quando, no primeiro dia no posto, já se pensa na reeleição e não a que vieram.

Carga dupla

O ex-governador Eduardo Leite (PSDB) já estava na mira das oposições e seus marqueteiros por causa da quebra de palavra ao tentar a reeleição ao Piratini, quando no passado disse que não a tentaria. Agora vem a questão da pensão como ex-governador. Se ele imaginou que este fato passaria em branco, cometeu o pecado da ingenuidade.

O mal do mundo

Algo que impressiona nas últimas décadas é o aumento do número de usuários de drogas. O tráfico simplesmente atendeu a demanda. E não é culpa dos dependentes ou só deles, mas também pelos usuários de ocasião, chamados de "recreativos". São eles os grandes culpados. Quanto aos primeiros, eles não eram viciados na primeira cheirada ou ecstasy & Cia.

Vai dar em nada

Em 2005, Antonio Palocci - que foi ministro da Fazenda de Lula - se viu às voltas com o caseiro Francenildo Costa. Agora, tudo indica que o personagem secundário que pode virar artista principal é um contador, suspeito de prestar serviços ao PCC. Pois esse contador fez a contabilidade de Lula e, mais recentemente do seu filho Lulinha, com quem dividia escritório. Querem saber de uma coisa? Vai dar em nada.

O reino dos crocodilos

Outra coisa notável é a frouxidão moral e o fascínio pelo vil metal. Pessoas que ontem eram cidadãos respeitáveis prejudicam instituições públicas e privadas sem o menor pudor. Quando pegos, choram lágrimas de crocodilo. Não de remorso, mas pelo azar de ser descoberto.

Miúdas

  • Há anos, publiquei a foto de um safári de vereadores que queriam conhecer o Parque da Redenção.
  • Poderiam repetir a dose em outros parques de Porto Alegre.
  • Algo que impressiona nas últimas décadas é o aumento do número de usuários de drogas. O tráfico atendeu a demanda.
  • Extinção das boates clássicas foi inexorável nestes 25 anos.
  • Segundo o falecido homem da noite, Pedro Melo, o celular terminou com a privacidade.
  • Há 25 anos, os celulares eram tijolões. Hoje, são tijolos de novo.
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