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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de julho de 2021.
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Alterada em 22/07 às 16h02min

Telefone celular ao volante é o inimigo número um da Abramet

Aparelho prejudica mobilidade, campo visual e capacidade psicológica e cognitiva do motorista

Aparelho prejudica mobilidade, campo visual e capacidade psicológica e cognitiva do motorista


MARCO QUINTANA/JC
Digitar uma mensagem de texto enquanto se conduz um veículo a 80 km/h equivale a dirigir com os olhos vendados por até 100 metros. Esta é uma das conclusões da diretriz “Riscos do uso do telefone celular na condução de veículos automotores”, lançado este mês pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet). O documento, inédito no Brasil, traz um panorama atualizado sobre a chamada Falha de Atenção ao Conduzir, qualificação técnica para o desvio da atenção do motorista que, entre outros fatores, inclui o uso do celular.
Digitar uma mensagem de texto enquanto se conduz um veículo a 80 km/h equivale a dirigir com os olhos vendados por até 100 metros. Esta é uma das conclusões da diretriz “Riscos do uso do telefone celular na condução de veículos automotores”, lançado este mês pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet). O documento, inédito no Brasil, traz um panorama atualizado sobre a chamada Falha de Atenção ao Conduzir, qualificação técnica para o desvio da atenção do motorista que, entre outros fatores, inclui o uso do celular.
Atualmente, o Brasil acumula uma frota superior a 100 milhões de veículos e mais de 238,5 milhões de aparelhos de telefone celular ativos. “Celular e direção não combinam de jeito nenhum. É preciso maior conscientização do condutor sobre isso, ter clareza de que ao utilizar o telefone enquanto dirige está colocando sua vida e dos demais usuários do trânsito em alto risco”, alerta Flavio Emir Adura, diretor científico da Abramet.
Pesquisas mapeadas na diretriz da entidade indicam que cerca de um terço dos motoristas dirige distraído, interagindo com os outros ocupantes do veículo, conversando no telefone celular ou enviando mensagens de texto, entre outros fatores de desatenção. Segundo o estudo, o telefone celular é o responsável por quase 50% das atividades que resultam em Falha de Atenção ao Conduzir.
O uso do celular ao volante prejudica a mobilidade e o campo visual do motorista, assim como impacta sua capacidade psicológica e cognitiva no momento da condução veicular. Distraídos pelas conversas telefônicas, os motoristas reagem de forma insegura, reduzem a velocidade inesperadamente, têm dificuldade em manter o posicionamento na via, seu tempo de reação para frenagem aumenta, exemplifica o trabalho.
Necessidade de iniciativas educacionais e de conscientização
A diretriz preparada pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego sinaliza medidas a serem adotadas pelos médicos, autoridades e sociedade geral para reverter esse cenário e estimular uma nova conduta por parte dos motoristas e motociclistas. Entre elas está a adoção de iniciativas educacionais, combinadas com medidas de conscientização. Além disso, propõem medidas de incentivo à criação de novos aplicativos e configurações do smartphone, como um “Modo Driver”, semelhante ao “Modo Avião”, visando a restringir o uso do telefone celular enquanto o veículo está em movimento.
Ainda de acordo com a diretriz, não há nada que se possa fazer para diminuir o efeito perturbador que uma simples conversa telefônica exerce sobre os efeitos perceptivos do motorista. Por isso, a entidade afirma que nem mesmo os sistemas integrados de comunicação, como viva-voz (bluetooth), embora possibilitem aos motoristas manter as duas mãos no volante, são substancialmente mais seguros.
“Estamos focados na produção científica, para atualizar procedimentos e fortalecer as ferramentas à disposição do médico especialista, bem como no compromisso de buscar evidências que possam servir de base para o ordenamento legal brasileiro”, comenta Antonio Meira Júnior, presidente da Abramet.
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