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Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 18 de julho de 2020.
01/07/2020 - 16h55min.
Alterada em 01/07 às 16h55min

Estudo prevê mortes raras nas estradas até 2040

Veículos autônomos e infraestrutura conectada ajudarão a minimizar incidentes fatais

Veículos autônomos e infraestrutura conectada ajudarão a minimizar incidentes fatais


CLAITON DORNELLES /JC
Em um prazo de 20 anos, o número de acidentes letais nas rodovias será próximo de zero, enquanto as ocorrências de trânsito nas cidades sofrerão uma significativa redução. Tais previsões constam do novo relatório “Mobilidade do futuro”, que analisa a adoção de veículos autônomos e o surgimento de ruas e rodovias “inteligentes”.
Em um prazo de 20 anos, o número de acidentes letais nas rodovias será próximo de zero, enquanto as ocorrências de trânsito nas cidades sofrerão uma significativa redução. Tais previsões constam do novo relatório “Mobilidade do futuro”, que analisa a adoção de veículos autônomos e o surgimento de ruas e rodovias “inteligentes”.
O relatório faz parte de um trabalho mais amplo, chamado de “O mundo em 2040”, encomendado pela Allianz Partners - empresa multinacional de soluções de assistência e seguro. De autoria do renomado futurólogo Ray Hammond, o estudo antecipa as necessidades das pessoas nas décadas vindouras.
Segundo Hammond, existem quatro grandes tendências que estão moldando o futuro dos automóveis e levando os governos a intervir imediatamente: o rápido aumento da poluição do ar urbano; as alterações climáticas; o custo decrescente da geração de energia renovável; e os desenvolvimentos em tecnologia de carros elétricos.
O futurólogo britânico aponta alguns desdobramentos dessas tendências. A melhor notícia é que, com o avanço da tecnologia, o número de acidentes de trânsito e fatalidades nas rodovias diminuirá drasticamente.
Isso porque as tecnologias de assistência à direção farão com que os veículos autônomos sejam muito mais seguros do que os conduzidos por humanos. E tal cenário inclui os veículos de carga, como caminhões, os quais serão controlados manualmente apenas em circunstâncias específicas, como, por exemplo, ao rodarem em uma estrada rural.
Hammond também aposta que empresas como Apple, Google e Uber deverão competir no futuro do transporte com os atuais fabricantes automotivos, já que os carros serão construídos em torno de TI e software. Além disso, a maioria dos habitantes das cidades não terá mais um automóvel particular, porém, se tornará um assinante da mobilidade.
Para deslocamentos curtos, as pessoas optarão cada vez mais por bicicletas, patinetes e scooters elétricos, fornecidos por empresas de compartilhamento. Os táxis (e carros de aplicativos) elétricos sem motorista responderão pelas demandas de transporte público, levando os passageiros ao seu destino por um preço equivalente às tarifas de ônibus atuais.
Segurança cibernética será fundamental para proteger o tráfego de veículos
Para esse novo contexto de mobilidade, o futurólogo ressalta que será essencial que sistemas fortes de segurança cibernética sejam incorporados às redes de tráfego rodoviário, para evitar que veículos e estradas possam ser interrompidos. Por fim, Ray Hammond acredita que, em 2040, provavelmente os guardas de trânsito serão substituídos pela segurança cibernética, que se concentrará em manter as estradas e todas as formas de transporte automotivo protegidas contra interferências maldosas ou criminosas.
“Este relatório destaca o impacto que o aumento da urbanização, as preocupações ambientais, a tecnologia, as mudanças na propriedade de carros e o comportamento do motorista terão a longo prazo na indústria automotiva. Para as seguradoras, isso significa uma mudança de paradigma, rumo a um futuro em que a mobilidade será mais limpa, mais segura e mais eficiente”, comenta Claudius Leibfritz, membro do conselho de administração da Allianz Partners.
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Vinicius Ferlauto
Vinicius Ferlauto
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