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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 25/04/2019.
Alterada em 24/04 às 22h32min
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Aprender com o Ressuscitado

Épocas de questionamentos, de crise e de tensões representam oportunidade privilegiada para resgatar o que verdadeiramente importa. Isso vale de modo particular para a comunidade eclesial, após as celebrações do Tríduo Pascal, quando se celebrava a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Épocas de questionamentos, de crise e de tensões representam oportunidade privilegiada para resgatar o que verdadeiramente importa. Isso vale de modo particular para a comunidade eclesial, após as celebrações do Tríduo Pascal, quando se celebrava a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Após a Solenidade da Páscoa, durante cinquenta dias, a Igreja se empenha por acolher a Boa Nova que sempre provoca admiração e questionamentos: a vida venceu a morte; o amor é mais forte que a morte. É oportunidade para resgatar o vigor que movia as primeiras testemunhas do Ressuscitado a compartilhar com quem se deparavam a experiência do encontro com o Senhor.
O encontro com o Senhor transformou a vida não só de alguns homens simples no início do primeiro milênio da Era Cristã, mas de uma miríade de mulheres e homens que ao longo da história até os dias atuais, se constituíram em propagadores dos dons messiânicos de sua Páscoa: a alegria, o perdão no Espírito, a força de testemunhar sua presença atuante, sua paz.
A experiência de se sentir amado por Jesus Cristo transformou radicalmente o modo de ser, a visão e o registro de homens e mulheres ao longo dos séculos. O amor cristão é capaz de produzir uma transformação tal no ser humano, que todas as coisas, acontecimentos e pessoas são vistos numa luz de profundidade, capaz de mudar o sentido e o destino da própria existência humana.
A experiência do amor cristão implica amar ao modo de Deus, isto é, sem reservas e sem medidas preestabelecidas. Ele "faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz chover sobre os justos e injustos" (Mt 5, 48); manda amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem (Mt 5, 44). Trata-se de um fazer e, portanto, de um fazer a ser aprendido: "aprendei de mim" (Mt 15, 29), diz Jesus.
Aprender é próprio do discípulo. O discípulo de Jesus está decidido a se deixar trabalhar pela força divina - que é amor! - e a colaborar com ela, ou seja, a cumprir em tudo a vontade do Pai, como fez Jesus Cristo. Tal disposição requer discernimento e conversão. Tal atitude é característica do homem sábio que escuta a Palavra e a põe em prática, e não diz apenas, Senhor (cf. Mt 7, 21).
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