Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019.
Aniversário da Casa da Moeda do Brasil.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Edição impressa de 07/02/2019. Alterada em 06/02 às 01h00min

Meio ambiente: responsabilidade de todos

A tradição judaico-cristã exorta o ser humano a "cultivar e guardar" o jardim do mundo (Gn 2,15). "Cultivar" implica lavrar, trabalhar o terreno. "Guardar" significa proteger, cuidar, preservar, velar. Isso implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. Para o Papa Francisco, "cada comunidade recebe da bondade da terra aquilo de que necessita para a sua sobrevivência, mas tem também o dever de protegê-la e garantir a continuidade da sua fertilidade para as gerações futuras".
É preciso repensar modelos de desenvolvimento que desconsideram o cuidado para com a casa comum e os parâmetros de sustentabilidade. Não se pode transgredir o justo equilíbrio que sustenta o convívio entre seres humanos, plantas e animais.
O território brasileiro é rico pela diversidade da fauna e da flora. A "terra adorada", como cantada no Hino Nacional, necessita de cuidado e proteção. A exploração e a gestão dos recursos naturais demandam ética, responsabilidade social e fiscalização. É tarefa do poder público regular e fiscalizar com determinação, sem demonizar quem disso se ocupa. Mas não só! Urge somar os melhores esforços para elaborar novas formas de economia e finanças, cujas práticas e regras estejam voltadas ao progresso do bem comum, sejam respeitosas da dignidade humana e expressem cuidado para com a casa comum.
A gestão e proteção ambiental representam um desafio a todos que se preocupam com as condições necessárias para deixar o mundo um pouco melhor para as futuras gerações. Requerem contínuo acompanhamento técnico e medidas socioeducativas.
O cuidado e a proteção do meio ambiente expressam respeito à vida das pessoas e do planeta. O apregoado desenvolvimento sustentável não pode ser promotor de devastação e morte.
Nestes dias, não só Minas Gerais chora o desastre de barragens em Brumadinho. O Brasil está de luto! O que ali ocorreu não foi acidente nem desastre natural. Foi, sim, expressão contundente de um poder que destrói e mata.
A gestão e a exploração dos recursos naturais, dos quais o território brasileiro é rico, necessitam de políticas ambientais sérias e controle rígido. Também a imprensa e a sociedade possuem o dever e o direito de monitorar comportamentos danosos de atores econômicos.
Não se pode compactuar com formas de exploração dos recursos naturais que gerem pobreza, sofrimento e morte. Não se pode transcurar a índole da pessoa humana possuidora de uma índole relacional e uma racionalidade em perene busca de um ganho e de um bem estar que sejam integrais, não reduzíveis a uma lógica de consumo ou aos aspectos econômicos da vida (cf. Oeconomicae et pecuniariae questiones).
O artigo publicado na semana passada, "A esperança não pode morrer", é de autoria de Dom Leomar Antônio Brustolin, bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
LEO 11/02/2019 15h10min
O Presidente se manifestou contra o protagonismo da igreja na defesa do meio ambiente, falou em especial do Sínodo que ocorrera na amazônia este ano, cuidado padre, os sinais não tem sido bons precisamos da igreja. Força e conta comigo.