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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Edição impressa de 10/01/2019. Alterada em 09/01 às 22h46min

O que significa ser discípulo

Por Dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre.
Nossa sociedade é marcada por elementos da cultura cristã. No entanto, faz-se necessário perguntar se a fé cristã ainda impacta a vida cotidiana das pessoas. Afinal, o que implica confessar-se cristão hoje?
Recentemente, vivemos a experiência de mais um Réveillon. Trata-se de uma palavra de origem francesa, que tem, na sua raiz, o verbo "reveil", cuja tradução é "despertar". Assim, no início do ano civil, somos provocados a nos despertar para algo fundamental da fé cristã: Cristo, o Senhor do tempo!
A existência cristã se constitui a partir da decisão pessoal de assumir o caminho do discipulado de Jesus Cristo. Jesus continua repetindo a toda pessoa de boa vontade: "segue-me". A resposta ao convite do Senhor pode assumir distintas configurações. Há pessoas que, nas diversas esferas da sociedade, não só consideram alguns aspectos daquilo que Jesus ensina, mas assumem o compromisso de observar mais radicalmente o Evangelho.
Assistimos, atualmente, entretanto, ao fenômeno da privatização da fé. Diante desse fato, impõe-se um novo questionamento: é ainda relevante pensar sobre o que significa seguir Jesus Cristo? A resposta pode ser marcada por aspectos culturais, subjetivos e ideológicos.
Vale ressaltar, antes de tudo, que a fé cristã possui uma característica eminentemente comunitária. Além disso, tenha-se presente que o seguimento de Cristo é expressão da experiência do encontro com o Senhor e, portanto, é graça. Assim, o que constitui a comunidade de fé é a consciência de que cada um foi tocado pela graça do chamado pessoal a seguir o Senhor numa forma de vida específica.
O seguimento de Cristo é compreensível somente a partir da pessoa de Jesus. Assim, o batizado que se considera verdadeiramente discípulo, mesmo diante de pessoas que se apresentam como guias, sente-se discípulo perante Cristo, imitador "feitor" da sua pessoa. Nesse contexto, vale recordar o que diz o apóstolo Pedro nos Atos dos Apóstolos, a respeito da pessoa de Jesus Cristo: "por toda parte, ele andou fazendo o bem" (10,38); e o evangelista Marcos: "tudo ele tem feito bem" (7,37).
O discípulo de Jesus Cristo é, portanto, toda pessoa que, a partir da experiência do encontro com o Senhor, dispõe-se a responder ao chamado de segui-lo, buscando, como Ele, fazer bem o bem!
 
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