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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

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Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Edição impressa de 13/12/2018. Alterada em 12/12 às 22h30min

O novo que se aproxima!

No Natal resplandece a candura e a singeleza de uma criança nascida em simplicidade e pobreza, em Belém. A criança é o Emanuel, Deus conosco, como belamente nos descreve São Cirilo de Alexandria: "justiça, santificação e redenção, purificação de toda maldade, libertação do pecado, desprezo de toda desonestidade, caminho para um jeito mais digno e santo de se viver e, porta de acesso à vida eterna. Por ele foram corrigidas todas as coisas, destruído o poder do diabo, e reencontrada a justiça".
O início de um novo tempo é, por sua vez, motivo de alegria e de expectativa. Isto porque novo significa inusitado, ainda não experimentado e, por isso, não vivido.
Vivemos, pois, na expectativa do ano novo, com tudo o que isso significa para o nosso povo, nestes tempos de mudanças rápidas e profundas. Ao mesmo tempo vive-se a preparação para o Santo Natal. As duas celebrações não podem ser vistas separadamente.
A comunidade se prepara para celebrar o nascimento de Jesus na expectativa do novo que desponta no horizonte da história.
O Natal pressupõe atitude de vigilância e atenção; requer a superação do comodismo e da indiferença; exige conversão, isto é, abrir caminhos novos para o Senhor que se dispôs a fazer morada na "terra dos homens". Isto significa, como diz Papa Francisco "deixar os caminhos cômodos mas enganadores, dos ídolos deste mundo: o sucesso a todo o custo, o poder em detrimento dos mais fracos, a sede das riquezas e o prazer a qualquer preço."
O tempo atual está marcado por fundamentalismos de diversos tipos, de intolerância religiosa dissimulada em observância de normas e leis que não libertam e não promovem a vida, de indiferença generalizada, de desrespeito e desprezo pelos direitos humanos, de desconsideração da importância da dimensão religiosa para a vida humana, de ignorância premeditada dos valores que marcam a tradição ocidental, originários da tradição judaico-cristã. Neste contexto, os cristãos são convidados a percorrer o caminho que Jesus Cristo percorreu: o caminho da humildade, da pobreza, da mansidão, da simplicidade, da filiação, da fé! O Senhor vem para salvar e libertar!
Jesus, na pobreza da gruta de Belém, revela o mistério de um Deus-Misericórdia! Ele mesmo reconhece que esse mistério "é revelado não aos sábios e entendidos, mas aos pequeninos", aos mansos e humildes; e louva por isso o Pai! Só os que têm o coração como os pequeninos são capazes de receber a revelação do Deus-Misericórdia. Só o coração humilde e manso sente a necessidade de se aproximar do presépio, de inclinar a cabeça, dobrar os joelhos e contemplar. Ao contemplar, reza e adora; dispõe-se à aventura do Deus que se doa sem reservas, sem limites! E nesta atitude se dispõe para, com esperança e alegria, acolher o novo ano que se aproxima.
 
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