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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de novembro de 2019.
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Música

Edição impressa de 04/11/2019. Alterada em 03/11 às 21h56min

Bloco da Laje lança seu álbum visual '4 Estações'

Conteúdo está disponível a partir desta segunda-feira (4/11) nas  plataformas digitais

Conteúdo está disponível a partir desta segunda-feira (4/11) nas plataformas digitais


VITORIA PROENÇA/DIVULGAÇÃO/JC
Um dos nomes mais representativos da cultura popular de Porto Alegre nos últimos anos, o Bloco da Laje não pode ser resumido em música. Com raízes no teatro, o coletivo realiza um trabalho no qual as imagens têm forte simbologia - algo bastante perceptível para quem já assistiu a algum de seus concorridos shows. A composição estética, "que se origina no improviso, na alegria, no encontro", conforme definição do próprio grupo, agora, pode ser conferida no álbum visual Bloco da Laje 4 Estações, disponível a partir desta segunda-feira (4/11) nas plataformas digitais.
Um dos nomes mais representativos da cultura popular de Porto Alegre nos últimos anos, o Bloco da Laje não pode ser resumido em música. Com raízes no teatro, o coletivo realiza um trabalho no qual as imagens têm forte simbologia - algo bastante perceptível para quem já assistiu a algum de seus concorridos shows. A composição estética, "que se origina no improviso, na alegria, no encontro", conforme definição do próprio grupo, agora, pode ser conferida no álbum visual Bloco da Laje 4 Estações, disponível a partir desta segunda-feira (4/11) nas plataformas digitais.
Selecionado pelo projeto Natura Musical, por meio do edital, com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura Pró-Cultura do Estado, o primeiro álbum da história do coletivo transita entre imagem e som, real e virtual. O registro audiovisual e os clipes foram feitos pela produtora gaúcha Bloco Filmes. Os vídeos são assinados por diretores convidados, em parceria com integrantes do Bloco da Laje: O que tu tem cidadão (Júlia Ludwig e Antônio Ternura); Pregadão (Thiago Lazeri e Biel Gomes); Deixa brincar (Diego Machado e Martino Piccininni) e Recanto Africano (Juliano Barros e Tuane Eggers). A direção-geral é de Lazeri, e a direção artística, de Machado, Júlia e Barros.
Reportagens culturais são importantes para você?
Como o próprio nome diz, o trabalho consiste em quatro clipes representando as estações do ano e trazendo histórias que retratam a trajetória de um coletivo dentro de sua cidade e de seu país. Esse universo inclui relações interpessoais, a geografia e a transformação dos espaços, suas lendas, sua história e sua arte, entre outros aspectos.
Para o Bloco da Laje, transpor sua performance para o vídeo foi um desafio compensador. "Estamos muito felizes com a possibilidade de registrar nossa história na forma do álbum visual. Temos origem na brincadeira e luta na rua, em um caminho natural ganhamos os palcos e, agora, prestes a completar uma década de trabalho e experiência coletiva, chegamos às plataformas de música e gravamos nossos primeiros clipes oficiais", comemora Júlia Ludwig, uma das diretoras artísticas do coletivo. "Nosso trabalho é sobre resistência, sobre seguir em frente com nosso estandarte do delírio, vestir a fantasia da alegria e transbordar nossas vivências poéticas", complementa o também diretor artístico Juliano Barros.
Para lançar Bloco da Laje 4 Estações, o grupo faz uma apresentação gratuita no próximo sábado no Z Largo do Batata, em São Paulo. Em Porto Alegre, o show será no dia 30, às 14h, na Casa de Cultura Mario Quintana, também com entrada franca.

As quatro estações, segundo o Bloco da Laje

Recanto Africano
Representando o verão, a canção fala de um momento importante para o coletivo: seus ensaios abertos, realizados desde 2011. As locações ocorreram no coração do Parque da Redenção, onde fica o Recanto Europeu, rebatizado pela Laje com o nome de Recanto Africano. Dessa forma, fortaleceu a narrativa do parque mais popular da cidade como território histórico de luta e liberdade da população negra no período da escravidão.
Deixa brincar
A alegria e o colorido da primavera estão presentes nessa que é uma das primeiras músicas do Bloco da Laje. O clipe, que teve locação no Tecnopuc, se constrói a partir de três elementos: o rito, a brincadeira e a rua. O ritual é o tempo, a passagem da criança para o adulto, do entendimento da efemeridade da vida. A brincadeira é a poesia, o lúdico. A rua é quando as vozes se unem, quando o grito toma conta do espaço e se transforma em crítica e resistência.
Pregadão
A faixa que remete ao inverno teve como grande desafio transpor para a linguagem audiovisual uma performance artística que nasceu nas saídas de rua do Bloco da Laje. Ao tirar Jesus da cruz, o coletivo reflete sobre o dogma da culpa e suas implicações, tudo de maneira lúdica e teatral, convidando o espectador ao jogo, à brincadeira e, por fim, à reflexão.
O que tu tem cidadão
Correspondente ao outono, a música, com participação da banda Francisco El Hombre, acompanha um dia na vida de um cidadão que transita pelas ruas de Porto Alegre e se depara com situações reais que envolvem a cidade e também com suas fantasias, seus delírios e desejos. No percurso, ele é bombardeado por notícias, imagens, informações. As locações ocorreram no Centro Histórico e na Casa de Cultura Mario Quintana.
 
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