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Porto Alegre, terça-feira, 28 de maio de 2019.
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OPINIÃO

Edição impressa de 28/05/2019. Alterada em 28/05 às 03h00min

Soft skills para alta performance no ambiente jurídico corporativo

Angeline Kremer Grando
A evolução da nossa história é guiada, essencialmente, por fundamentos lógicos da economia, política e direito, que definem, em suma, como seus princípios basilares, a escassez de recursos, a organização da sociedade e sua ordem, respectivamente. Contudo, o cenário vivido hoje demonstra que já estamos em uma segunda fase da pós-modernidade de Zygmunt Bauman: estamos na revolução 4.0, transcendemos as estruturas até então compreendidas.
A internet já tem 30 anos. As maiores empresas do mundo são intangíveis. Essa mudança de direção, alicerçada no indivíduo, no mercado e em critérios de produtividade, caracterizada pela mobilidade e fluidez, impactou de maneira sistêmica os valores da nova ordem mundial.
Qual é o nosso novo contexto? Quais são nossos conceitos basilares? A humanidade se reescreve, e a atual realidade jurídico-corporativa já pode ser lida. O mercado agora procura por habilidades e competências que outrora eram prescindidas pela técnica.
Hoje as empresas procuram perfis, pessoas que buscam no trabalho realização pessoal, que trabalhem por um propósito, que possuam as chamadas soft skills, as habilidades comportamentais que competem a personalidade e comportamento profissional, que nada mais é do que a forma de se relacionar e interagir com as pessoas e afetam os relacionamentos no ambiente corporativo.
Em 2017, foi realizada uma pesquisa global pelo Capgemini Digital Transformations Institute, na qual se verificou que 60% das empresas estavam em uma crise de soft skills entre seus funcionários, demonstrando a busca por profissionais dotados de habilidades humanas. No ambiente jurídico, isso não é diferente. O Direito hoje está sendo automatizado, isso é um fato. Inúmeras lawtechs emergem objetivando facilitar procedimentos cotidianos que podem ser padronizados.
Contudo, robôs, máquinas e plataformas jurídicas não são concorrentes, são aliados. Máquinas não possuem consciência. Máquinas não podem ser criativas, pois aprendem em cima de dados.
Sem dúvida, com essa ressignificação, o ambiente jurídico-corporativo tem desafiado o profissional. Mas o maior desafio do advogado hoje não são as máquinas, mas sim o estimulo a sua própria criatividade, a busca pelo desenvolvimento de habilidades comportamentais que definirão o mercado de trabalho nos próximos anos.
Advogada da BVK Advogados Associados, especialista em Direito do Consumidor
 
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