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Porto Alegre, terça-feira, 16 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

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Opinião

Edição impressa de 16/10/2018. Alterada em 16/10 às 01h00min

As novas nuances do Direito

Carlos Souza Junior
É fato: as relações sociais mudaram, e vivemos em um mundo conectado e ágil. As novas tecnologias determinam o tom, e a velocidade é a nova palavra de ordem. O tempo tornou-se o senhor da razão, e não podemos desperdiçá-lo. A tecnologia, que visa oportunizar tempo e comodidade, nos faz refém a ponto de estarmos "conectados" a tudo e a todos 24 horas.
As respostas precisam ser rápidas, e o Direito, instrumento de solução de conflitos, atento aos novos tempos, também tenta se adaptar ao novo, no qual as coisas se resolvem em poucos "cliques". Por exemplo, o antigo processo de papel, volumoso e pesado, transformou-se no processo eletrônico, que encurtou burocracias cartorárias, reduziu prazos e agilizou o final dos processos.
O novo Código de Processo Civil (CPC) trouxe alterações visando impulsionar a velocidade dos processos judiciais e acabar com a angústia daqueles que aguardam pelo desfecho de um litígio por anos. Entre as mudanças, há um maior estímulo às conciliações antes do julgamento e uma especial atenção às decisões dos tribunais superiores, tudo no sentido de que os processos se findem no menor espaço de tempo e com a melhor avaliação dos pedidos dos litigantes.
O Judiciário, como um todo, está mais ágil, mais objetivo e mais dinâmico. Atualmente, o melhor advogado é aquele que escreve sua pretensão em pouquíssimas laudas, sendo prático, fundamentado, direto e dizendo logo de cara qual o seu objetivo. Como dito, o mundo mudou, o Direto mudou e os profissionais da área estão se adaptando a essa nova realidade, mas fica o alerta de que "quem chega primeiro bebe água limpa".
As grandes teorias, que tanto enriquecem o saber jurídico, não estão esquecidas, mas reservadas aos ambientes acadêmicos, porque, no dia a dia, o juiz necessita de clareza e objetividade, para que a decisão seja rápida, fundamentada e objetiva. Antigamente, data venia, ortografávamos para ilustres causídicos, hoje, escrevemos para que as pessoas entendam, sem frescuras!
Independentemente da nossa vontade, o mundo e as relações entre as pessoas mudaram, e continuam a mudar a passos largos, em uma velocidade frenética, exigindo de nós o poder da adaptação, pois, como ensinou o cientista naturalista Charles Darwin, "não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças".
Advogado especialista em Direito Tributário e Societário
 
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